quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Falso Pai de Santo / Rabo de Saia (Monarco e Betinho da Balança)


Falso Pai de Santo
(Monarco e Betinho da Balança)

Não vou me embora 
Nem que o meu patrão me mande
Só depois da hora grande eu vou subir
Dizia o moço vestido de branco
Se dizendo pai de santo
No terreiro do Seu Tiriri

No terreiro do Seu Tiriri se errar o coro come
Tiriri levou o homem lá pro fundo do quintal
Apanhou uma garrafa de marafo
Misturou com azeite de dendê
Um pedaço de fumo e pimenta
Botou na panela pra ferver
E mandou o crioulo ajoelhar
E beber tudo aquilo de uma vez

Disse: Nêgo tu vai me pagar a vergonha que me fez
Tiriri deu gargalhada, olhou pro clarão da lua e disse:
Moleque tu vai aprender a respeitar povo de rua

Rabo de Saia
(Monarco e Betinho da Balança)

Quem quiser rabo de saia
Vai buscar noutro lugar
No terreiro da vovó
Esse nêgo não vai se criar

Quando uma moça balança
O nêgo avança e vai segurar
Mas se for perna de calça
Ele nem sai do lugar

Vovó só tá espiando
Esse nêgo aproveitador
Qualquer dia ele toma um surreiro
E sai do terreiro naquela de horror

Vovó veio do cativeiro pra fazer caridade
Mas não quer filho da terra
Abusando da sua bondade
Ela é de Bahia, ela é feiticeira
Ela vence a demanda
Respeitada na mesa de umbanda
E em todo lugar
Vovó falou que vai dar
Um coro nesse fim de feira

Eu só sei que de qualquer maneira
Esse nêgo vai ter que pagar
Ele tem que pagar, esse nêgo vai ter que pagar
Ele tem que pagar, esse nêgo vai ter que pagar

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