sábado, 20 de agosto de 2011

Zé Ramos

Zé Ramos
José Marcelino Ramos, ou simplesmente Zé Ramos, nasceu em Campos dos Goitacazes, mas foi no morro da mangueira, a capital do samba, que fez história. 

Dono de um repertório digno de um mestre mangueirense, Zé Ramos pertenceu à ala de compositores da Mangueira e entre as décadas de 1930 e 1940 compôs sambas que fizeram grande sucesso nos terreiros cariocas. Confira alguns deles:

Abaixo, algumas brasa do compositor. Primeiro um trecho do programa Ensaio da TV Cultura gravado em 1998, onde Cristina Buarque interpreta dois sambas de Zé Ramos.

Depois, uma série de gravações feitas em 1999, retiradas do disco duplo Mangueira, Sambas de Terreiro e Outros Sambas, com interpretação do próprio Zé Ramos.






Castelo Desmoronado (Zé Ramos)


Se quer dizer tudo acabado
Desmoronaste o meu castelo de herói
Emocionado fiquei 
Quando em um cabaré te encontrei
Sorrindo, cantando,
Nos braços do meu rival baiano

E a orquestra tocava o samba que eu fiz
E ela dançando com ele pedia biz


Nasceste de uma semente (Zé Ramos)


Mangueira, nasceste de uma semente
À beira de uma nascente, você não pode morrer
Mangueira, onde o sol faz a sombra
Aonde o poeta faz samba pro mangueirense viver

Lá no morro de Mangueira tem subida e tem descida
Queira Deus que lá não seja a perdição da minha vida
A Mangueira é muito grande, dá galhos pra todo lado
E os frutos que ela dá todos são aproveitados

Mangueira....

As estrelas no céu correm, eu também quero correr
Elas correm atrás da lua, e eu atrás do bem-querer
Lá no céu tem todo azul, na terra tem toda cor
Na boca de quem não presta, quem é bom não tem valor


Quando ouvir essa batida (Zé Ramos)

Quando ouvir essa batida
Foi Mangueira quem chegou
A escola que dá diploma ao sambista
A escola que envaidece o artista
As cabrochas mangueirando nas cadeiras
Abre ala Iaia, quem chegou foi Mangueira
Ô ô ô ô ô
A turma não crê em fracasso
Ô ô ô ô ô
Mangueira vai mostrar que ainda é braço
Ô abre alas, deixa a Mangueira passar
Ô abre alas, eu quero ver balançar


Jequitibá do Samba (Zé Ramos)


Madeira de dar em doido é jequitibá
Deixa a Mangueira passar
Embalança meu bem
Embalança a roseira
Embalança a cabrocha
Embalança a Mangueira
Ô ô ô ô ô
O jequitibá do samba chegou

Mangueira é uma floresta de sambistas
Onde o jequitibá nasceu
Veio o fogo e queimou
Veio o vento tombou
O machado o jequitibá ficou

Capital do Samba (Zé Ramos)

Chegou a capital do samba
Dando boa noite com alegria
Viemos lhe apresentar o que Mangueira tem
Mocidade, samba e harmonia
Nossas baianas com seus colares e guias
Até parece que eu estou na Bahia
Da cidade alta da mangueira
Avisto a vila, sinto saudades de alguém
Até parece que estou em são Salvador
Avistando o que a Bahia tem
É minha maior alegria
Até parece que eu estou na Bahia


2 comentários:

Carlos Bacelar disse...

Oi, pode me confirmar, por favor, se a música "Nossa história", que tá no disco "Memórias em verde e rosa", do Tantinho, é do Zé Ramos? Obrigado, abs!

Vinicius Leandro Terror disse...

Oi Carlos, segundo o encarte é dele em parceria com o Geraldo da Pedra!