quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Entrevista com Anescarzinho do Salgueiro

Anescar Pereira Filho, foi um grande nome do morro do Salgueiro. Com vinte anos de idade compôs seu primeiro samba enredo, a pedido de Manoel Macaco, diretor da Unidos do Salgueiro, pois os compositores da escola estavam em greve! Compôs então "Maravilhas do Brasil" e a escola ficou em quinto lugar. 

No ano seguinte, emplacou o samba "Mártires da Independência" em parceria com Noel Rosa de Oliveira. Dessa parceria saíram verdadeiras obras primas do samba enredo. 

Para a Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro - da qual foi um dos fundadores no ano de 1953 - compôs com Noel Rosa de Oliveira maravilhas como "Quilombo dos Palmares" e "Chica da Silva".

Em 1965, ao lado de Jair do Cavaquinho, Paulinho da Viola, Élton Medeiros, Nélson Sargento, Aracy Cortes e Clementina de Jesus, participou do espetáculo Rosa de Ouro, que resultou no lançamento de dois discos.

Ao lado dos já carimbados parceiros Élton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nélson Sargento e Paulinho da Viola integrou o conjunto "Os Cinco Crioulos", com o qual lançou três discos: "Samba... no duro", "Samba... no duro Vol. 2" e "Samba... no duro Vol. 3", com Mauro Duarte substituindo Paulinho da Viola.

Uma curiosidade: Na década de 1970, a dupla João Bosco e Aldir Blanc compôs o samba "Siri recheado é o cacete" em sua homenagem. Segundo Aldir Blanc, "Inventei vários pratos com siri, que meu compadre babava e não podia comer, por ordens médicas". 



Na sequência, baixe e leia uma entrevista com Anescarzinho retirada do livro "Partido Alto: Samba de Bamba" do Nei Lopes:


DOWNLOAD:


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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Candeia por Clara Nunes

Esses dias, ouvindo o disco Esperança da Clara Nunes, me lembrei de um lindo samba do mestre Candeia pouco conhecido, ou pelo menos, pouco cantado pelas rodas de samba que frequento... 

Já estava postando aqui quando pensei melhor e resolvi juntar logo todas as gravações que a Clara fez dos sambas do Candeia, 10 no total (se faltar algum por favor avisem...). 

Só pra complementar o post com os discos de mestre...







FAIXAS:

01 - Anjo moreno (Candeia)
02 - Sindorerê (Candeia)
03 - O mar serenou (Candeia)
04 - O último bloco (Candeia)
05 - Partido Clementina de Jesus (Candeia)
06 - Outro Recado (Candeia e Casquinha)
07 - Minha gente do morro (Candeia e Jaime)
08 - Ê favela (Candeia e Jaime)
09 - Dia a dia (Candeia e Jaime)
10 - Regresso (Candeia)


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domingo, 28 de agosto de 2011

Documentário sobre Paulo da Portela



"Paulo da Portela: o seu nome não caiu no esquecimento" é um documentário bem legal sobre o grande Paulo Benjamim de Oliveira. Com a participação da Velha Guarda da Portela e outros bambas, depoimentos de Carlos Monte, João Baptista Vargens e Sérgio Cabral o filme de Demerval Neto faz um passeio pela Portela antiga ao contar a história desse que foi um dos mais importantes sambistas já nascidos no Rio de Janeiro.


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Download da Discografia do Mestre Candeia

Peças fundamentais em qualquer acervo de samba, muitos já devem ter esses discos, mas como sei que tem muita gente começando a se aventurar pelo mundo do bom samba, deixo aqui essa seleção com os discos do mestre Candeia. Pra baixar é só clicar na capa do disco!

Samba da Antiga - 1970



Raiz (Filosofia do Samba) - 1971



Samba de Roda - 1975



Luz da Inspiração - 1977



Axé - 1978



Candeia Funarte - 1988



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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Nélson Cavaquinho 100 anos...

 
Miragem
(Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito)



Mais uma vez
Venho a vocês
Pra confessar que nunca fui feliz
Sempre sorrindo
Eu vou fingindo
Pois afinal não sei o mal que fiz

Sou qual ave que não sabe chorar
Todos gostam de ouvir meu cantar
Com meu violão sempre colado
Ao meu peito tão amargurado

A minha vida é um livro aberto
Que conta histórias de um deserto
Minha alegria que não tem fim
É a miragem que existe em mim


Pomba da Paz
(Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito)



Assim como nasce uma flor
Que ninguém consegue explicar
Nasce também o amor
Que não devia acabar

Eu como nãio sei de onde vim
E também não sei pra onde eu vou
Vivo indeciso assim
mas vou cantando aonde estou

Sei que existe a força do mal
Habitando mil corações
Existe também o carnaval
Me mostrando um rei de ilusões

Mas o que é bom ninguém faz
O bem ninguém quer praticar
E se existe a pomba da paz
Os homens vão matar.


Freira mais querida
(Nélson Cavaquinho, Alfredo Portugês e Nélson Sargento)



Morreu a freira mais querida
Que durante a sua vida
Foi a badencia que mais reinou
Vivia sempre a rezar
Na frente do altar
Oh, Jesus, o seu coração me entregou

Morreu com todos os seus prantos
Nem anjos, nem santos, 
Nem Cristo a salvou

Quem professa a religião
Diz a sagrada escritura
Que poucos se salvarão
Porque a matéria não é pura

Não se deve errar
Ao amor da devoção cristã
Se não te podes salvar
Para que rezas tanto irmão
 
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Puxando Conversa com Bebeto de São João e Wilsinho Saravá


"Crônicas da Baixada" é mais um video produzido pelo Projeto Puxando Conversa. Desta vez os compositores homenageados vêm da Baixada Fluminense: Bebeto di São João e Wilsinho Saravá. Partideiros dos melhores, batizados como Carlos Alberto dos Santos e Vilson Castro de Mello, a dupla é possuidora de um humor sarcástico e já tiveram composições gravadas por Beth Carvalho, Bezerra da Silva, Delcio Carvalho, Elza Soares e Neguinho da Beija-Flor. É de Bebeto di São João em parceria com Ary do Cavaco, o samba Reunião de Bacana, sucesso do grupo Originais do Samba cujo refrão "se gritar pega ladrão/ não fica um mermão" continua sendo um uma grande felicidade.

Com vocês mais dois bambas que, apesar da genialidade suas obras, não caíram nas graças da grande mídia e morreram praticamente anônimos, sem o reconhecimento merecido! Bebeto di São João e Wilsinho Saravá:



Musicas:

01 - Minha Baixada  (Wilsinho Saravá e Edson Show)
02 - A Felicidade mora em mim (Bebeto di São João, Wilsinho Saravá e Mota Vieira)
03 - O rei do cheque sem fundos (Wilsinho Saravá e Edson Show)
04 - Os três pagodeiros do Rio (Wilsinho Saravá, Edson Show e Dicró)
05 - Esse mundo tá todo mudado (Wilsinho Saravá e Edson Show)
06 - A bocada (Bebeto di São João, Edson Show e Dicró)
07 - Assalto no ônibus (Jojô e Felipão)
08 - Reunião de bacana (Bebeto di São João e Ary do Cavaco)
09 - Bom dia Portela (Bebeto di São João e David Correia)
10 - Espelho do tempo (Bebeto di São João, Geraldo de Souza e Piteira)


Musicos:

Camilinho: Bateria
Junior Capixaba: Cavaquinho
Corvo: Pandeiro
Marcelo Popó: Surdo
Jojô: Tantan
Joilton Machado: Violão


Direção: Valter Filé
Produção: Shirley Martins
Realização: Imagem na Ação



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sábado, 20 de agosto de 2011

Zé Ramos

Zé Ramos
José Marcelino Ramos, ou simplesmente Zé Ramos, nasceu em Campos dos Goitacazes, mas foi no morro da mangueira, a capital do samba, que fez história. 

Dono de um repertório digno de um mestre mangueirense, Zé Ramos pertenceu à ala de compositores da Mangueira e entre as décadas de 1930 e 1940 compôs sambas que fizeram grande sucesso nos terreiros cariocas. Confira alguns deles:

Abaixo, algumas brasa do compositor. Primeiro um trecho do programa Ensaio da TV Cultura gravado em 1998, onde Cristina Buarque interpreta dois sambas de Zé Ramos.

Depois, uma série de gravações feitas em 1999, retiradas do disco duplo Mangueira, Sambas de Terreiro e Outros Sambas, com interpretação do próprio Zé Ramos.






Castelo Desmoronado (Zé Ramos)


Se quer dizer tudo acabado
Desmoronaste o meu castelo de herói
Emocionado fiquei 
Quando em um cabaré te encontrei
Sorrindo, cantando,
Nos braços do meu rival baiano

E a orquestra tocava o samba que eu fiz
E ela dançando com ele pedia biz


Nasceste de uma semente (Zé Ramos)


Mangueira, nasceste de uma semente
À beira de uma nascente, você não pode morrer
Mangueira, onde o sol faz a sombra
Aonde o poeta faz samba pro mangueirense viver

Lá no morro de Mangueira tem subida e tem descida
Queira Deus que lá não seja a perdição da minha vida
A Mangueira é muito grande, dá galhos pra todo lado
E os frutos que ela dá todos são aproveitados

Mangueira....

As estrelas no céu correm, eu também quero correr
Elas correm atrás da lua, e eu atrás do bem-querer
Lá no céu tem todo azul, na terra tem toda cor
Na boca de quem não presta, quem é bom não tem valor


Quando ouvir essa batida (Zé Ramos)

Quando ouvir essa batida
Foi Mangueira quem chegou
A escola que dá diploma ao sambista
A escola que envaidece o artista
As cabrochas mangueirando nas cadeiras
Abre ala Iaia, quem chegou foi Mangueira
Ô ô ô ô ô
A turma não crê em fracasso
Ô ô ô ô ô
Mangueira vai mostrar que ainda é braço
Ô abre alas, deixa a Mangueira passar
Ô abre alas, eu quero ver balançar


Jequitibá do Samba (Zé Ramos)


Madeira de dar em doido é jequitibá
Deixa a Mangueira passar
Embalança meu bem
Embalança a roseira
Embalança a cabrocha
Embalança a Mangueira
Ô ô ô ô ô
O jequitibá do samba chegou

Mangueira é uma floresta de sambistas
Onde o jequitibá nasceu
Veio o fogo e queimou
Veio o vento tombou
O machado o jequitibá ficou

Capital do Samba (Zé Ramos)

Chegou a capital do samba
Dando boa noite com alegria
Viemos lhe apresentar o que Mangueira tem
Mocidade, samba e harmonia
Nossas baianas com seus colares e guias
Até parece que eu estou na Bahia
Da cidade alta da mangueira
Avisto a vila, sinto saudades de alguém
Até parece que estou em são Salvador
Avistando o que a Bahia tem
É minha maior alegria
Até parece que eu estou na Bahia


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Silas de Oliveira - Gravações Caseiras


Uma busca no acervo Hermínio Bello de Carvalho sempre rende boas surpresas. Há um tempo atrás encontrei essas brasas do mestre Silas de Oliveira. São gravações caseiras de três sambas, interpretados pelo próprio Silas acompanhado de um cavaquinho:


Cruel Paixão
(Silas de Oliveira e Daniel Santana)


Existe uma cruel paixão
Guardada em meu coração
Eu sei quem deixou
Foi meu primeiro amor
Vivo a cantar
Para ver se consigo ouvidar
E não ver os meus olhos lacrimar

Amanhece e anoitece
Eu sei que nesse mundo tudo se fenece
Então porque essa paixão
Do meu coração não desaparece


Fica 
(Silas de Oliveira) 


Fica,
O meu desejo é profundo, é açoite
Fica comigo esta noite
Nunca é demais pedir para amar
Eu tenho medo de você ir e não voltar
Depois de eu tanto, tanto te esperar

Inteligentemente essa tua malícia
De tendência petiça, é de torturar
Mas evidentemente, que bate não sente
Não me canso de te implorar, para ficar


Estou Gamado
(Silas de Oliveira)


Oô, ô bem, só eu sei
O bom que você tem
Você me deixou gamado
Hoje nào posso
Ver ao teu lado ninguém

Mais ninguém, mais ninguém
Mais ninguém, é por isso que eu digo meu bem...


Clique para baixar



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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O homem dos 40

Paulo César Pinheiro e João Nogueira
O grande poeta Paulo César Pinheiro conta que quando seu parceiro João Nogueira foi chegando perto dos 40 começou a ficar preocupado e certo dia disse ao amigo:

- Pô Poeta, tô entrando nos "enta"... Será que vou ficar igual a esses caras que começam a fazer cooper, malhar na academia, nadar no clube?

E os dias iam se passando e João sempre com esse papo:

- Será que vou ter que entrar numa de diminuir a birita, parar com o cigarro, fazer check up? Dizem que daí em diante é o declínio. O sujeito envelhece mais rápido, pinta exame de próstata, tem gente que até brocha psicologicamente...

O amigo, já de saco cheio desse papo, chegou para João e disse:

- João, você ainda tá alimentando esse barato? Tira da cabeça essa doideira. Você tá firme, inteiraço. Como diz o velho Marçal: quem procura o que perdeu, quando acha não reconhece. E sugeriu: vamos fazer o seguinte, acho que é o melhor remédio. O quê que a gente faz pra curtir com papo de mané? Um samba, malandro. A gente esculhamba esse pessoal que se comporta desse jeito. Tira uma onda com o otário e quando você chegar nos seus 40, já não sobra pra você. A rapaziada vai morrer de rir e a sacanagem não te pega. Fica tudo certo.

João sorriu maliciosamente e dias depois chegou para o poeta cantarolando a melodia da primeira parte do samba. Paulinho gravou numa fita, foi pra casa e terminou o samba. E disse que depois disso, João nunca mais entrou numa com a idade!

O Homem dos Quarenta
(João Nogueira e Paulo César Pinheiro)


Olha só quem chegou, é o homem da faixa dos quarenta e tal
Diz que é o bom. Falador, chega botando banca com o pessoal
Cá pra nós seu doutor, ele que não me leve a mal
Já deve ter feito o seu abdominal, na praia corrida matinal
Pra manter sempre em forma o visual
Só vive tirando a pressão arterial, só come comida natural
O malandro vem cheio de moral
Procura de toda a maneira mostrar boa pinta
Que é pra parecer que tem menos 30
E faz pose até pra jogar futebol
Já diminuiu com bravura o seu birinight
Só fuma cigarro ultra light que é pra controlar o seu colesterol
No seu local de trabalho ele impõe respeito
Por isso ele é cheio de frases de efeito
Tornando o ambiente bastante informal
Mas faz coleção de revista de mulheres nuas
Se excita nos cines prives e nas ruas
E diz que na cama é o maioral

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sábado, 13 de agosto de 2011

Homenagem a Chico Santana

Bela roda feita pelo pessoal do samba de Terreiro de Mauá em homenagem ao centenário do Mestre Chico Santana:


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Escorregando na taioba...

Samba muito legal, interpretado pelo mestre Monarco no disco Partido em 5 volume 4 (clique na imagem para baixar o disco).



Escorrega na taioba
(Bico de Coruja)

Eu ri demais na festança do Dudu
Feijão, carne seca a vontade,
Bastante taioba, muito angu

A cozinheira chegou na porta e falou
Tô botando prato cheio, quem quiser mais também dou
Tô botando prato cheio, quem quiser mais também dou

Mas tinha um cara que comia pra chuchu
Meteu a mão na panela e começou o sururu
Nego escorregava na taioba, se lambuzava no angú

Amassou talheres, prato não sobrou nenhum
Nego escorregava na taioba, se lambuzava no angú


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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Portelense de verdade que defende Oswaldo Cruz...

 
Vem chegando o centenário do mestre Chico Santana e o Receita traz mais uma homenagem a esse grande sambista. Uma coletânea de trechos do programa Ensaio, da TV Cultura, gravado em 1975 com a Velha Guarda da Portela. Um registro histórico dessa turma que não brincava em serviço.



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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Puxando Conversa com Seu Argemiro e Teresa Cristina

Seu Argemiro e Teresa Cristina
Gerações do Samba é o décimo sétimo vídeo produzido pelo Projeto Puxando Conversa e dessa vez homenageia o mestre Argemiro Patrocínio e a cantora e compositora Teresa Cristina. Acompanhados do grupo Semente, eles desfilam uma série de lindos sambas, incluindo algumas parcerias entre os dois. 

Seu Argemiro, como eu já disse, foi um mestre. Mestre na arte de tocar o seu pandeiro inconfundível ao lado do Alberto Lonato, na arte de cantar um partido junto com a turma da Velha Guarda, de falar do amor, da solidão... e não deixava barato, fazia samba, mas com o coração, não fazia samba "fabricado" (clique aqui). Aqui ele conta histórias sobre a Portela, seus parceiros, desabafa, canta, toca pandeiro... Uma peça rara que vai fazer você rolar de rir com suas histórias... Ele vai tomando umas e começa a soltar o verbo... Teresa Cristina surgiu há alguns anos com sua voz delicada e conquistou todo mundo, estreando com um disco duplo cantando Paulinho da Viola, depois gravou Candeia, Velha Guarda, Zé da Zilda... e ainda vem se mostrando uma bela compositora, como vocês vão poder confirmar ao assistir o vídeo e ouvir seus sambas.

"Graças a Deus que tem um lugar chamado Osvaldo Cruz..."
Argemiro Patrocínio




Musicas:

01 - Em uma noite de verão (Argemiro)
02 - Recado (Teresa Cristina e Guilherme Guimarães) 
03 - Canto pra Portela (Teresa Cristina) 
04 - O passar dos anos (Teresa Cristina e João Callado) 
05 - Amém (Teresa Cristina e Argemiro)
06 - A Vida me fez assim (Teresa Cristina e Argemiro) 
07 - Que lugar  (Argemiro) 
08 - Lamento de um portelense (Argemiro e Chico Santana)
09 - A chuva cai (Argemiro e Casquinha) 
10 - Gorgear da Passarada  (Argemiro e Casquinha) 
11 - Nuvem que passou (Argemiro)
12 - Minha inspiração (Argemiro) 
13 - Pedro e Teresa (Teresa Cristina)
Fim de romance (Teresa Cristina e Argemiro) 
Partido da vovó (Teresa Cristina e Ivan Milanês) 


Musicos:

Bernardo Dantas
João Callado
Pedro Miranda
João
Ricardo

Participação: Seu Jair do Cavaquinho

Direção: Valter Filé
Produção: Shirley Martins
Realização: CEPAVI

Roda de Lançamento do programa Gerações do Samba, gravado no Museu da República, Rio de Janeiro, em outubro de 1999, com a participação de Argemiro, Teresa Cristina, Pedro Amorim, Ivan Milanês, Waldir 59 e Norival Reis, mostrando como se tocava samba enredo na Portela de antigamente...



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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Alô madrugada... Os Cinco Só

"Os Cinco Só" foi um grupo formado no final dos anos 60. Com diversas formações ao longo de sua trajetória, por ali passaram bambas como Jair do Cavaquinho, Darcy da Mangueira, Pelado da Mangueira, Anescarzinho do Salgueiro, Velha, Zito (Baianinho), Wilson Moreira, Zuzuca e Gracia do Salgueiro. Gravaram dois discos muito bons: Roda de Samba, de 1970 e Fim de Festa, de 1974. 

Fica aqui um aperitivo, a primeira faixa do disco de 1974, "Fim de Festa" de Zuzuca do Salgueiro. Quem gostar é só clicar nas capas abaixo pra baixar os discos!


Oh, madrugada
Não é fácil te aturar
Não vê que o sereno está caindo
A poeira no chão subindo
E o samba pedindo pra ficar

Não vê que o sereno está caindo
A poeira no chão subindo
E o samba pedindo pra continuar


Oh, madrugada
Que vontade de chorar
Não vê que o sereno está caindo
A poeira no chão subindo
E o samba pedindo pra ficar



    


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