quinta-feira, 31 de março de 2011

Na sala do professor...

Programa "Sala do Professor" com Paulo César Pinheiro e Fabiana Cozza... Um bate papo legal com o poeta ilustrado pela bela voz da Fabiana Cozza e banda...

O Samba é Meu Dom


Viagem


Lapinha


Canto das 3 raças


O Poder da Criação


Súplica


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quarta-feira, 30 de março de 2011

Nem Assim (Gradim)

 Mário Reis e Francisco Alves

Samba de Lauro dos Santos, o Gradim, interpretado pela dupla Francisco Alves e Mário Reis em gravação de 1931 (fonte: IMS)



Ai minha vida
Oh Deus tenha pena de mim
Deixei a maldita malandragem
Para ver se endireitava
Mas nem assim

Para ver se endireitava
Eu deixei a malandragem
De que não adiantava
Nunca mais levei vantagem
Vou voltar a vida antiga
Pra voltar a ser feliz
Do contrãrio Deus castiga
Foi no samba que eu me fiz

Ai minha vida
Oh Deus tenha pena de mim
Deixei a maldita malandragem
Para ver se endireitava
Mas nem assim

No samba foi que eu nascí
Nele tenho que morrer
Porque isso eu já vi
Que é o meu maior prazer
Quem achar que não está bem
Pode até falar de mim
Não vou atrás de ninguém
Hei dei viver sempre assim

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terça-feira, 29 de março de 2011

Tristeza

Samba de Cartola e Orlando Batista, interpretado por Orlando Batista  Cartola...



Tristeza, quanta tristeza tenho eu
Só em saber que vivo longe dos carinhos teus
A quem eu dediquei o meu sincero amor
E com tantas falsidades me abandonou
Aumentando a minha dor
Aumentando a minha dor

Guardo a tristeza comigo
Guardo a tristeza porque
Dela sou maior amigo
Depois que perdi você
Eu não canto, eu não danço
Acabou tudo pra mim
Se eu cantar essa tristeza
Terás ciúme de mim




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sexta-feira, 25 de março de 2011

Camafeu (Martinho da Vila)

Camafeu de Oxóssi
Lindo samba/capoeira do Martinho da Vila, que aliás, por muito tempo achei que fosse do Candeia... Pra não ter que escolher, mando as duas gravações:

Martinho da Vila, do disco Memórias de um Sargento de Milícias, 1971:



Candeia, do disco Samba de Roda, 1975:


Camafeu, cadê Maria de São Pedro
Foi passear, e o passeio de Maria
Fez a Bahia chorar
Maria foi lá pra longe, Maria não vai voltar
Mas deixou sua família, pra seu nome cultuar

Nanáiná, Nanáiná
Nanáiná, Mãe Zumira (Ô Jacira)
Nanáiná

Camafeu, cadê Mestre Pastinha
Tá com oitenta pra lá
Inda joga capoeira
Com quem tem vinte pra cá

E por Olga de Alaketu nem precisa perguntar
Encontrei com menininha perto do seu casuá
Lalailá, Lalailá
Lalailá, Lalailá

Camafeu, cadê você?
Tô em todo lugar
Só vendendo bugiganga no mercado popular
Se o mercado está fechado, pego o barco e vou pescar

Samba no mar, Samba no mar
Samba no mar da Bahia
Samba no mar

Pra complementar:

Pra saber mais sobre o Camafeu de Oxóssi, sugiro essa matéria publicada no blog do Núcleo de Samba Jequitibá.

Mestre Pastinha:




Mãe Olga de Alaketu



   

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Velha Guarda da Portela vem Saudar

Trechos do programa Ensaio de 1991, com  Argemiro e Alberto Lonato nos pandeiros, Chatim, Manacéa, Monarco, Casquinha, Osmar... Uma preciosidade essa turma reunida...




Velha Guarda da Portela canta para Paulinho da Viola:



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segunda-feira, 21 de março de 2011

GRES Império do Marangá

Atendendo ao pedido da leitora Andrea, posto aqui uma coletânea com alguns sambas enredo da Império do Maragná, escola de samba carioca fundada em 1957, a partir da fusão de outras duas escolas, o Império de Jacarepaguá e a Unidos do Marangá. A agremiação nunca participou do grupo especial e desfilou pela última vez, amargando a sexta colocação no grupo E. Mais uma escola que não conseguiu acompanhar a modernização e o luxo dos desfiles. O Império de Marangá foi a primeira escola a desfilar no Sambódromo, no ano de 1984, em que apresentou o enredo Águas Lendárias e terminou na décima segunda colocação do grupo 2A, sendo portanto rebaixada...

Os sambas que consegui reunir são os seguintes:

IMPÉRIO DO MARANGÁ - 1973
Os Imortais da Música - Aquarela do Brasil

IMPÉRIO DO MARANGÁ - 1977
Lendas do Arco-Íris

IMPÉRIO DO MARANGÁ - 1978
Salamanca do Jarau

IMPÉRIO DO MARANGÁ - 1980
Brasil, Terra do Amor

IMPÉRIO DO MARANGÁ - 1981
Dos Balões aos Aviões

IMPÉRIO DO MARANGÁ - 1982
Lágrimas

IMPÉRIO DO MARANGÁ - 1983
A Coroa do Rei não é de Ouro, nem de Prata

IMPÉRIO DO MARANGÁ - 1984
Águas Lendárias


Contém arquivo com as letras

O 4 shared está pedindo para fazer login antes de baixar os arquivos:
Login: blogreceitadesamba@yahoo.com.br
Senha: samba2012




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quinta-feira, 17 de março de 2011

Do Santuário ao canjerê

Composição do Mestre Jonas (esse que tá no violão) interpretada pela minha amiga Silvia Gommes. Dois músicos brilhantes daqui de Minas, mostrando que aqui a gente também entende do assunto!




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quarta-feira, 16 de março de 2011

Tudo em Vão

Belissimo samba de Jair do Cavaquinho, interpretado por Jurema no disco "O Samba não Pode Parar" de 1978.



Bem que o vento segredou pra mim
Que o amor não se constrói assim
Só me cabe recordar e pensar
Como pode terminar em vão

Lembro do primeiro olhar, ainda o vejo
Das seguidas ilusões em mais um beijo
Quantos versos eu senti e escrevi
Tantas vezes escrevi em vão

Sei que o meu lamento
É pouco pra esquecer
Se lhe soam palavras ao vento
Um erro acontecer
Num único monmento
E você não me compreender
Tudo em vão


Baixar mp3


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Nélson Cavaquinho 100 anos


2011 é um ano de grandes comemorações... Nélson Cavaquinho, Chico Santana e Assis Valente... Três grandes compositores brasileiros, verdadeiros poetas que nos brindaram com suas lindas melodias em sambas memoráveis...

Desses três gênios da nossa música, Nélson Cavaquinho é, sem duvida alguma, o mais lembrado. Também é o que tem o maior número de composições. Clássicos do cancioneiro popular, alguns sambas de sua autoria como Folhas Secas, A Flore e o Espinho e Juizo Final estão sempre na ponta da língua do público nas rodas de samba ou em grandes espetáculos.

Por outro lado, se Nélson Cavaquinho é um dos sambistas mais conhecidos e aclamados, sua obra é proporcionalmente uma das menos divulgadas. Nélson compôs mais de 200 musicas, mas para muitos, inclusive pessoas envolvidas com o samba, a maioria dessas musicas é desconhecida. Vejo novos cantores surgindo a cada dia, belas vozes, mas com raras exceções, o repertório é sempre o mesmo... Fico imaginando se isso é um resultado da simples negligência dos cantores brasileiros, que provavelmente sabem da existência desse amplo repertório deixado pelos grandes bambas, mas têm medo de gravar canções menos conhecidas e não receberem uma boa aceitação...

Nascido no dia 29 de outubro de 1911, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, Nélson Antônio da Silva começou freqüentando rodas de choro e bailes no bairro da Gávea, onde conheceu músicos importantes para sua formação musical, como Heitor dos Prazeres e o violonista Juquinha, que o ensinou as primeiras noções de cavaquinho, instrumento que lhe acompanharia no nome para o resto da vida. É desta época a sua primeira composição, um choro chamado "Queda". Foi também durante esse período em que desenvolveu seu jeito único de tocar violão, usando apenas o polegar e o indicador para "beliscar as cordas"...

Dentre suas inúmeras profissões, por volta dos 20 anos de idade ingressou na Cavalaria da Policia Militar e para que isso fosse possível, seu pai alterou sua certidão de nascimento para 29/10/2010. Um ano mais velho, Nélson pode ingressar na polícia.  Nélson e seu cavalo, o "vovô", patrulhavam o morro da Mangueira, onde conheceu e ficou amigo de sambistas como Zé Com Fome, Cartola e Carlos Cachaça. Por causa da boemia, Nélson se esquecia do trabalho e ao retornar ao batalhão, muitas vezes acabava preso acabava preso. Ele mesmo conta:

"Eu ia tantas vezes em cana que já estava até me acostumado com o xadrex. Era tranqüilo, ficava lá compondo. Entre as músicas que fiz no xadrex está  Entre a Cruz e a Espada"

Entre a Cruz e a Espada (Nélson Cavaquinho)
Intérprete: Alfredo Del Penho e Pedro Paulo Malta


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Entrevista (Aniceto do Império)

Aniceto do Império
Homenagem do mestre Aniceto ao grande João Nogueira, compositor de primeira!



Sofri uma entrevista esta manhã
Quem é o João Nogueira
Nada mais que um operário,
Compositor de primeira

Se eu sou um operário e me orgulho de ser
Eu componho meus pagodes....na hora do meu lazer

Esse gênio que é João...bate bem na viola
Que tal Nelson Cavaquinho e Paulinho da Viola

Agradeço o louvor, não sou prosa nem cabola
Sou igual Babau, Maroni e o saudoso Cartola

Essas linhas que escrevi, pra te exaltar grande bamba
Para que cante do país e do teu clube do samba

Olha aí mestre Aniceto, se estou perto do senhor
Cada vez fico mais certo, que a cor negra é um amor

Eu não sou mistiicado, o meu canto é essa coisa
Que orgulha meu país terra de Nosso Senhor..


terça-feira, 15 de março de 2011

E se hoje ele é branco na poesia...

Curta metragem sobre o samba de roda no norte da Bahia com alguns depoimentos e imagens bem interessantes:






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segunda-feira, 14 de março de 2011

Ari Barroso

Especial da Globo News sobre o compositor mineiro Ari Barroso.

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No Rádio - 78 rpm

Os links a seguir são de algumas edições do programa 78rpm, exibido pela rádio Cultura Brasil. Aproveitem para dar uma pesquisada no site, tem muita coisa boa...

Príncipe Pretinho  (bloco único)

Monsueto, o comandante do samba (parte 1 e 2)

Native Brazilian Music (parte 1 e 2)

Vadico 100 anos (parte 1 e 2)

Caymmi e o cancioneiro da Bahia (Parte 1 e 2)


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Elza Soares e Monsueto (1961)

A dupla canta Ziriguidum, samba de Monsueto.




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quarta-feira, 9 de março de 2011

O dia em que Roberto Carlos esmagou Nélson Cavaquinho na avenida...

Vai lá Jamelão, fala o que todo mundo pensa e ninguém quer falar! 



     E olha que quando assistí à Mangueira desfilando com um enredo sobre o mestre Nélson Cavaquinho, na marra, sem patrocinador, a emoção no rosto dos componentes da escola entoando canções do Nélson ao som do cavaquinho e violão antes das belas palavras do Milton Gonçalves quase tive um renascer de esperanças... Mas hoje sem nada pra fazer cometi a burrada de assistir à apuração e as esperanças murcharam novamente... afinal, quando se fala em um certo cantor fanhoso - quero dizer, famoso - e apadrinhado da Globo, o brasileiro esquece de tudo e o samba novamente perde lugar....

    Não quero desmerecer a escola campeã, longe disso... Sei do envolvimento da comunidade e da importância do carnaval pra qualquer escola, grande, pequena, do grupo especial ou de acesso, São Paulo ou Rio... Mas sei também que não é o morador da comunidade, não é o ritimista, não é o verdadeiro sambista quem escolhe o enredo... Sei que o que manda é o QI e $$$ mesmo... e por isso não consigo deixar de me indignar, não com a vitória da Beija Flor, mas com a derrota do samba, que dentro da sua própria casa foi esmagado pela história de um cantor que, por mais que tenha seus méritos e popularidade (popularidade essa que nos é imposta garganta abaixo, ou ouvidos a dentro, de forma mais deslavada e repetitiva a cada ano...), não reflete nem de longe a riqueza da musica brasileira e a criatividade do nosso povo...

      Enfim, deixo aqui um dos poucos momentos que me emocionaram durante esse carnaval, o esquenta da Mangueira... Foi bonito ver o samba de Nélson Cavaquinho na avenida, um tanto quanto acelerado, mas era a musica do Mestre, entoada por centenas de pessoas... Teve até uma hora que a coisa foi fluindo com mais harmonia, devagarinho ao som de Juizo Final...Talvez o teor etílico tenha contribuido, mas as palavras do Milton Gonçalves naquela manhã de segunda feira foram uma das coisas mais bonitas que já ví no sambódromo do Rio de Janeiro...



Essa parada da bateria foi sensacional também...



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quinta-feira, 3 de março de 2011

Onde a coruja dorme

Ótimo documentário onde o grande Bezerra nos apresenta seus compositores e o dia a dia da favela...


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PARTE 4
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PARTE 5

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Paulo César Pinheiro

Os amigos do Vermute com Amendoim publicaram no blog uma entrevista com o Paulo César Pinheiro e como sou fã incondicional dele, resolvi copiar a postagem descaradamente, sem dó nem piedade, rsrs... Ainda mais depois que o cara terminou a entrevista dizendo "a musica me ama, ela me deixa fazê-la"...
Então, com a licença do Murilo e do Fel Mendes...







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