sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Alcides Malandro Histórico

Uma pequena homenagem ao grande Alcides Lopes, o "Malandro Histórico" da Portela, que se estivesse vivo completaria hoje 101 anos. Desde os primórdios do samba, Alcides foi um dos maiores cantores de Oswaldo Cruz, mestre do improviso, era um dos principais improvisadores da escola nos desfiles daquele tempo em que não havia o samba enredo. Desfilava-se apenas com a primeira parte de um samba e os versos eram intercalados de improviso.

Companheiro de Paulo da Portela, foi um dos grandes responsáveis pelo registro oral de sua obra. Também era um ótimo compositor, dono de obras como Isolado do Mundo, Ando Penando, Se Eu soubesse Vem Depois, entre outros clássicos eternizados nas vozes de grandes sambistas, de Candeia a Roberto Ribeiro.

A faixa abaixo, retirada do disco "Portela Passado de Glória", registra o próprio Alcides interpretando uma de suas canções:

Ando Penando (Alcides Lopes)
Intérprete: Alcides e Velha Guarda da Portela



Ando penando
A razão ainda não sei
Eu desejava saber
Por que tanto assim sofrer
Para mim ficar ciente
Muito embora assim tristonho
Até morrer

Para mim viver mais sossegado
Eu queria saber a razão
Para não viver enganado
Nem reclamar em vão



Ouça também "você não é a tal mulher", interpretada por Monarco e a Velha Guarda da Portela no disco "Doce Recordação":

Você não é a tal mulher (Alcides Lopes)
Intérprete: Monarco e Velha Guarda da Portela


Você não é a tal mulher
Você não é não
A dona do meu coração
Vou vivendo com você por viver
E assim eu vou andando até ver

Para o bem do nosso bem (Alvaiade)

Eu não direi o que se passou entre nós
Eu não direi para o bem do nosso bem
Eu não direi o que se passou entre nós a ninguém

Vou-me embora em silêncio,
chega de me aborrece
Quando o gênio não combina, na vida não há prazer
Mas teu segredo não vou contar a ninguém
Teu amor me meteu medo e quis arranjar outro alguém

Não fique triste, isso é normal
Quantos casais separados, isso é muito natural
Vou-me embora vou-me embora, por este mundo sem fim
Nosso gênio não combina, não posso viver assim


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