sábado, 30 de outubro de 2010

Osvaldinho da Cuíca e sua frigideira




Postagem nova só depois do feriado, beleza?
Bom descanso a todos!

domingo, 24 de outubro de 2010

Baú do Receita: Grandes Sambas Enredo

Desfile do Salgueiro 1963 - Chica da Silva
Carnaval chegando, é hora de relembrar os tempos em que essa era a festa do samba e do povo. Quando havia Escolas de Samba e não apenas fábricas de alegorias e estas desfilavam para o povo. Tempos onde o samba enredo era composto por verdadeiros sambistas que dedicavam-se integralmente e tinham amor a suas escolas... Quando os sambas enredo realmente falavam sobre alguma coisa, tinham belas melodias, eram cadenciados... Não soavam em nossos ouvidos como bombas e metralhadoras frenéticas disparando na avenida...


É bom lembrar que isso não é uma lista dos melhores sambas da história ou algo do tipo... São apenas alguns sambas enredo que gosto muito e que julgo um tanto quanto esquecidos... Sambas dos tempos áureos das escolas em interpretações marcantes de Jamelão, Roberto Ribeiro, Geraldo Babão e outros bambas... Um tira gosto pra vocês:



(Acompanha encarte com as letras)

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Senha: samba2012


01 – AO POVO EM FORMA DE ARTE
G.R.A.N.E.S. Quilombo 1978
Compositor: Nei Lopes e Wilson Moreira
Intérprete: Roberto Ribeiro

02 – QUILOMBO DOS PALMARES 
Salgueiro 1960
Compositor: Noel Rosa de Oliveira e Anescar Rodrigues
Inérprete: Dinalva

03 - RECORDAÇÕES DO RIO ANTIGO
Mangueira 1961
Compositor: Hélio turco, Pelado e Cícero
Intérprete: Jurandir da Mangueira

04 - BRASIL GLORIOSO
Portela 1945
Compositor: Ventura
Intérprete: Escola de Samba Portela

05 - CHICO REI
Salgueiro 1964
Compositor: Geraldo Babão, Djalma Sabiá e Binha
Intérprete: Geraldo Babão

06 - BRASIL PANTHEON DE GLÓRIAS
Portela 1959
Compositor: Candeia e Waldir 59
Intérprete: Terreiro Grande

RIQUEZAS DO BRASIL
Portela 1956
Compositor: Candeia e Waldir 59
Intérprete: Terreiro Grande

07 - GANGA ZUMBA 
Canário das Laranjeiras 1970
Compositor: Carlinhos Sideral e Colid Filho
Intérprete: Bloco Canários de Laranjeiras

08 - QUATRO ESTAÇÕES DO ANO (CÂNTICO À NATUREZA)
Mangueira 1955
Compositor: Nélson Sargento, Alfredo Português e Jamelão
Intérprete: Jamelão

09 - MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS
Portela 1966
Compositor: Paulinho da Viola
Intérprete: Martinho da Vila

10 - HERÓIS DA LIBERDADE
Império Serrano 1969
Compositor: Silas de Oliveira, Mano Décio e Manoel Ferreira
Intérprete: Roberto Ribeiro

11 – SAMBA FESTA DE UM POVO
Mangueira 1968
Compositor:
Intérprete: Carlos Cachaça

12 - RIO CAPITAL ETERNA DO SAMBA
Portela 1960
Compositor: Walter Rosa
Intérprete: Monarco e Velha Guarda da Portela

13 - BRASIL DE ONTEM
Portela 1952
Compositor: Manacéa
Intérprete: Velha Guarda da Portela e Cristina Buarque

14 - O SABER POÉTICO DA LITERATURA DE CORDEL 
Em Cima da Hora 1973
Compositor: Baianinho
Intérprete:

15 - ILU AYÊ
Portela 1972
Compositor: Norival Reis e Cabana
Intérprete: Silvinho do Pandeiro

16 - EXALTAÇÃO A CÂNDIDO PORTINARI
Império da Tijuca 1968
Compositor: Aílton Furtado e Mário Pereira
Intérprete: Marinho da Muda

17 - GLÓRIA E GRAÇAS DA BAHIA
Império Serrano 1967
Compositor: Silas de Oliveira, Mano Décio e Manuel Ferreira
Intérprete: Roberto Ribeiro

18 - CIÊNCIA E ARTE
Mangueira 1947
Compositor: Cartola e Carlos Cachaça
Intérprete: Carlos Cachaça

19 - SEIS DATAS MAGNAS
Portela 1953
Compositor: Candeia e Altair Prego
Intérprete: Velha Guarda da Portela

20 - ROMARIA À BAHIA
Salgueiro 1954
Compositor: Abelardo Silva, Duduca e Ernesto José Aguiar
Intérprete: Romário do Salgueiro

21 - LEGADOS DE D. JOÃO VI
Portela 1957
Compositor: Candeia, Waldir 59 e Picolino
Intérprete: Escola de Samba Portela

22 - TRADIÇÕES E FESTAS DE PIRAPORA
Unidos do Peruche (SP) 1971
Compositor: Geraldo Filme
Intérprete: Geraldo Filme


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O samba de Bide e Marçal

Mestre Marçal canta algumas parcerias de seu pai, o grande percussionista Armando Marçal e Alcebiades Barcelos, o Bide. Essa é uma das parcerias mais bem sucedidas da história do samba! E ainda rola um papo com Marçal sobre os antigos tempos do Rio, do Velho Estácio e do samba!

Ando Sofrendo / Marçal fala sobre o samba e os sambistas do Estácio



Que bate fundo é esse / Marçal cita alguns parceiros de Bide



Madalena / Marçal fala de seu pai, Armando Marçal


Louca pela Boemia / Marçal fala sobre seu pai


Meu Primeiro Amor / Marçal fala sobre seu pai

Velho Estácio / Marçal fala sobre os sambistas do Estácio


Assista a mais alguns videos deste programa:



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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Brancura em 78 rpm

Silvio Fernandes, o Brancura
O sambista Silvio Fernandes, um negro forte, conhecido como Brancura pelos malandros do Estácio era famoso por sua valentia, andando sempre com uma navalha no melhor estilo malandro dos anos 20...

Brancura era compositor e flautista e foi um dos fundadores da Escola de Samba Deixa Falar. Era freqüentador assíduo do Café Apolo, onde conheceu Francisco Alves e Mário Reis, que acabaram gravando alguns de seus sambas.

São gravações em 78 rpm, disponibilizadas pelo acervo do Instituto Moreira Salles e que você pode baixar clicando no link abaixo.

Baixe aqui / Download

Baixar PDF com as Letras

As gravações da coletânea são as seguintes:

01 - Você Chorou
Compositor: Brancura
Intérprete: Francisco Alves
Data: 1935

02 - Coração Voluvel
Compositor: Brancura
Intérprete: Francisco Alves
Data:1929

03 - Mulher Venenosa
Compositor: Brancura
Intérprete: Francisco Alves
Data: 1929

04 - Deixa Essa Mulher Chorar
Compositor: Brancura
Intérprete: Francisco Alves e Mário Reis
Data: 1930

05 - Carinho Eu Tenho
Compositor: Brancura
Intérprete: Ismael Silva
Data: 1931

06 - Sinto Muito
Compositor: Brancura
Intérprete: Mário Reis
Data: 1927-1928

07 - Sinto Muito (versão 2)
Compositor: Brancura
Intérprete: Mário reis
Data: 1932



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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Escola do Samba

Desfile do Clube dos Fenianos, 1913
O carnaval é hoje uma das festividades mais famosas do mundo, símbolo da cultura brasileira e que há muitos anos adotou o samba como sua trilha sonora fundamental e inseparável. Se por um lado, ao final do século 19 o carnaval era brincado ao som de chulas de palhaço, polcas, valsas, marchas e até óperas – a primeira música composta exclusivamente para o carnaval foi “Flor do Sereno” em 1885, muito tempo antes do surgimento das escolas de samba, ou mesmo do próprio samba – hoje carnaval e samba soam quase que como uma palavra única, ou um pleonasmo…


As escolas movimentam cifras exorbitantes, nunca se viu tanto dinheiro envolvido em uma Escola de Samba. Os desfiles são luxuosos, com alegorias faraônicas idealizadas pelos carnavalescos mais conceituados…  Parece que as Escolas estão com força total!

Desfile Império Serrano 1969
Mas e o samba? O samba meu caro amigo, ficou esquecido no meio de tanto dinheiro. O Sambista então, nem se fala. O carnaval, infelizmente não tem mais ligação alguma com o samba. Antigamente o sambista tinha um compromisso com a escola, tinha que compor samba o ano inteiro, tinha até avaliação criteriosa pra entrar na ala de compositores… Tinha que saber fazer samba. Hoje dizem que você vai nas quadras fora do carnaval e o funk come solto, uma pena.

Quem são hoje os grandes compositores da Portela, Império, Salgueiro, Mangueira? Quais os grandes sambas de enredo marcaram nossa memória nos últimos 20 anos? Tem vez que junta quase dez cabeças pra compor um único samba… Parece até bolão da Mega Sena! E quando sai uma letra aceitável não adianta nada… é uma correria danada que nem dá pra entender.

Desfile Atual
Mas a história do samba está intimamente ligada à das Escolas. Foi nas Escolas que o samba tomou forma, ganhou suas particularidades, onde se cantava samba de partido alto, samba de terreiro e mais tarde o samba enredo no carnaval… E é pra contar essa história que inauguro a sessão “A Escola do Samba”. A partir do mês de outubro,  uma escola será homenageada aquí no blog, apresentando seus compositores, grandes sambas de terreiro e de enredo, videos e o que mais der na telha…



Portanto, dêem sempre uma conferida na aba "Escola do Samba" logo abaixo do título do blog!

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A primeira escola...

"A primeira escola de samba
Nasceu no Estácio de Sá
Eu digo isso e afirmo... e posso provar
Porque existiram naquele tempo
Os professores do lugar
Mano Nilton, Mano Rubens e Edgar..."


Bide, o inventor do surdo
Ao final da década de 20 o grande destaque do carnaval de rua no Rio de Janeira ainda era o desfile dos Ranchos, Cordões e Blocos carnavalescos. Embalados por marchas ou mesmo o samba, ainda com um tempero forte do maxixe, essas manifestações carnavalescas tiveram obviamente uma forte influência sobre a estrutura dos desfiles das escolas de samba: as alegorias, a divisão em alas, o enredo (não confundir com o samba enredo!), a instrumentação...

O samba ainda não havia rompido suas relações com o maxixe e o estilo "Pelo Telefone" era tido como o modelo de samba, o samba gravado e cantado pelos grandes nomes da época.

Acontece que num canto abençoado do Rio de Janeiro, o bairro do Estácio, uma turma de sambistas estava fazendo algo diferente daquele samba de Donga, Sinhô e Cia... Uma levada diferente que deu uma nova roupagem ao samba...

O compositor Bucy Moreira, neto do Tia Ciata, conta que ouviu esse tipo de samba pela primeira vez em 1923, quando ao sair pra compra pão a pedido de sua mãe, topou com Mano Rubem e Mano Edgar cantando um samba coi mais dois ou três malandros... 

Ao chegar mais perto, não resistiu e indagou: "o que é isso? " ao que Edgar respondeu: "é um samba moderno que o Rubem fez", e seguiram cantando alguns versos de improviso...

Esse video do Ismael Silva resume bem toda essa história (e ainda leva de brinde o Roberto Ribeiro cantando)


O Café Apolo e o Café do Compadre, doi botequins do Estácio era o ponto de encontro dessa turma. Lá se encontravam Rubem Barcelos e seu irmão Bide, Ismael Silva, Baiaco, Brancura, Nilton Bastos, Mano Edgar, entre outros bambas...
Nilton Bastos

O café Apolo foi palco das primeiras reuniões para a criação da Escola de Samba Deixa Falar, que já não contava mais com a presença do Mano Rubem, que faleceu em 1927, com apenas 23 anos. As cores escolhidas foram o vermelho e branco, em homenagem ao bloco União Faz a Força fundado por Mano Rubem Barcelos e também uma referência às cores do América Futebol Clube. O nome Deixa Falar, como explicado pelo Ismael no video acima era uma resposta aos que achavam que a turma do Estácio não entendia de samba.

Foi a Deixa Falar a primeira escola a desfilar com surdos e tamborins, alterando o andamento do samba com a introdução da síncope, rompendo de vez com o maxixe. Aliás foi o Alcebiades Barcelos, o Bide, quem inventou o surdo, usando uma grande lata de manteiga, como ele próprio conta no depoimento abaixo:




Nos anos 20 não se via surdo nas rodas de samba. O compositor portelense Hernani Alvarenga conta que a bateria de sua escola, quando ainda era a Vai Como Pode, saia com cavaquinho, pandeiro, cuíca, mas "surdo nào tinha, foi o pessoal do Estácio que apareceu com o surdo"

Cartola também se lembra desses tempos: "Quem tinha surdo era o pessoal do Estácio. Depois é que o Silvio Caldas deu um pra gente".

Cartola conta ainda que naquela época era comum as trocas de visitas entre as escolas de samba e relembra um samba que fez para receber a turma do Estácio em Mangueira:

"Muito velho, pobre velho
Vem subindo a ladeira
Com a bengala na mão
É o Estácio, velho Estácio
Vem visitar a Mangueira 
E trazer recordação
Professor chegaste a tempo
Pra dizer nesse momento
Como podemos vencer
Me sinto mais animado
A Mangueira a seus cuidados
Vai ao asfalto descer"

A Deixa falar nasceu em 1928 e desfilou nos carnavais de 1929 (aquele promovido pelo Zé Espinguela) a 1931, ano em que perdeu dois de seus fundadores e principais compositores: Nilto Bastos morreu de tuberculose e Mano Edgar foi assassinado em uma roda de jogo...


Mano Edgar
Portanto a Deixa Falar nunca chegou a participar dos desfiles oficiais, a partir de 1932, virando rancho carnavalesco, pois seus dirigentes julgavam essa categoria superior às escolas de samba. Participou de um concurso de ranchos e não obteve qualquer classificação. Depois disso a escola enfrentou uma crise em sua diretoria por problemas financeiros e acabou se desfazendo.

A Deixa Falar teve vida curta, mas deixou um lembranças que moldaram as histórias do samba e do carnaval carioca: foi com ela que nasceram as escolas de samba, com ela surgiu a marcação do surdo, o samba carnavalesco... os desfiles nunca mais foram os mesmos!

Teve gente que não gostou. Um dos grandes critico do pessoal do Estácio era o compositor Sinhô, que não pensou duas vezes quando lhe perguntaram em uma entrevista para o Diário Carioca o que ele pensava sobre a evolução do samba:

"A evolução do samba! Francamente, não sei se ao que hora se observa devemos chamar evolução. Reparem bem nas musicas desse ano. Os seus autores querendo introduzir-lhes novidades ou embelezá-los, fogem por completo ao ritmo do samba. O samba, meu amigo, tem a sua toada e não pode fugir dela. Os modernistas, porém, escrevem umas coisas muito parecidas com marchas e dizem samba. E lá vem sempre a mesma coisa: Mulher, Mulher, Vou deixar a malandragem... A malandragem eu deixei... Nossa Senhora da Penha... Nosso Senhor do Bomfim... Não fogem disso"


Bom, Deixa Falar...

Fontes:
Almanaque do samba, de André Diniz
Disco História das Escolas de samba vol 1. Som Livre


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No Tempo de Noel Rosa


Com um pouco de atraso, segue a terceira parte da sequencia de programas gravados pelo Almirante contando histórias de Noel, suas canções e seus intérpretes!

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Download: Parte 1   Parte 2   Parte 3

domingo, 17 de outubro de 2010

Receita de Samba no Facebook


Agora você pode seguir o Receita pelo Facebook. Além de links para as postagens do blog, postarei algumas coisas exclusivas por lá, vídeos, musicas e outras coisas interessantes.

Lá também tem uma pagina de discussões onde vocês podem criar tópicos, bater um bom papo!

Espero vocês por lá!

Até!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A inteligência de Aniceto


O velho Aniceto foi um dos maiores partideiros que já se ouviu versar, talvez o maior deles. Ele inventou (pelo menos não conheço outra referência a esse tipo de partido) um esquema de dar nó na lingua até dos partideiros mais afiados... Nesses partidos, há uma interação entre o versador, que faz seus versos em formas de pergunta ou frases a serem completadas e o coro, que deve responder as perguntas...

Dêem só uma olhada e vejam se o Velho nào era o cão chupando manga!

Inteligência (Aniceto do Império)
Intérprete: Aniceto do Império 



Se os bichos são inteligentes
por que não as criaturas?

Qual é a pedra mais doce? É rapadura
Qual é a defesa do banguela? É dentadura
Cite uma cidade do oriente: Cingapura
Quando o malandro perde o conceito? Quando pendura
Qual é a ave de perna mais fina? É saracura

Se os bichos são inteligentes
por que não as criaturas?

O nome do miúdo do porco: É fritura
Um arranhão inflamado: Sutura
A residência do falecido: É sepultura
O arco conflua sobre a madeira: Rodando dura
o Aniceto com uma Loira, e você com uma escura

Se os bichos são inteligentes
por que não as criaturas?

Mulher muito ciumenta: Ninguém atura
Qual a formiga de cabeça grande: É tanajura
Quando a mulher engana o homem? É quando jura
A nossa mãe jurou ao nosso pai.
- Entretanto é uma boa criatura.
Uma escrita rabiscada: Rasura
E se é certo e sem rabisco: Lisura
?????????????????
A pretinha ...assim com óculos: é ter cultura
Vou construir meu barraco: em cascadura
Qual o orgão indispensável: licença na prefeitura 

Se os bichos são inteligentes
por que não as criaturas?

O casado que namora: É cara dura
Quando a mulher engana o homem? Quando ela jura
Será que vocês adoraram ou gostaram da minha censura 
Não me fale mal das mulheres.
Fico invocado e ninguém me segura
Apesar que passaram bem no teste boa investidura
Apesar que passaram bem no teste boa investirura

Por isso agora bate palmas pra ela a moçada que faz cara dura 
E apesar da jogada que mulher boa que ninguém atura



Outro partido do Aniceto com esse mesmo formato:

Dora (Aniceto do Império)
Intérprete: Aniceto do Império 



Vou chorar, meu bem (não chora)
Vou chorar, meu bem (não chora)

Eu já vou embora
Com Deus e Nossa Senhora
Vou aqui agora
E depois a Juiz de Fora
Porque chegou a hora
Vou por aí a fora

Vou chorar, meu bem (não chora)
Vou chorar, meu bem (não chora)

Vou procurar Aurora
Que morou na Glória
Uma nega de Angola
E que tem no nariz uma argola
A mulher do seu filho, sua nora
O nome dela
O nome dela é Dora
A Dora é minha senhora
Não toca a bola
Não bagunça o samba senão eu vou me embora
Até a viola, olha só como ela chora


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Eduardo Gudin 60 anos...


Semana passada a Rádio Samba de Alambique transmitiu ao vivo um dos shows em comemoração aos 60 anos do Eduardo Gudin, que levou ao palco convidados ilustres como Paulo Vanzolini, Paulo César Pinheiro, Márcia, Leila Pinheiro entre outros, acompanhados pela turma do Notícias Dum Brasil, grupo que acompanha o Gudin.

Eu, que gravei o show pra poder ouvir depois com calma, achei tão bom que resolvi postar pra vocês ouvirem também. Qualquer problema é só falar que eu tiro os links! Uma seleção de belos sambas, com seus principais parceiros!

O show passa pelas diversas etapas da vida do compositor, seus parceiros e influências... Tem até um pequeno revival do show "O importante é que nossa emoção sobreviva", grande sucesso do trio Gudin, Márcia e P.C. Pinheiro.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Download: Parte 1   Parte 2   Parte 3

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Seu Jair


Gravações caseiras com Jair do Cavaquinho cantando algus sambas inéditos de sua autoria. Os arquivos estão disponíveis no site do Acervo HBC e não têm referência à data ou local de gravação, apenas uma nota dizendo que as canções são inéditas e interpretadas por seu Jair...



01 - Não adianta
02 - Felicidade é coisa morta
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Luthiers - Artesãos Musicais

Esse documentário não tem muito a ver com samba, a não ser é claro a importância dessas pessoas que constroem os nossos instrumentos para a gente poder fazer a musica nascer... Do samba informal no boteco mais copo sujo até um concerto da Orquestra Sinfônica Nacional... Se não fossem esses artistas nada disso seria possível...

Esse filme é um documentário de Breno Biagiotti sobre a arte da lutheria, apresentando alguns luthiers (ou artesãos, como alguns deles preferem) da região de Florianópolis... Um filme muito interessante.

Parte 1:


Parte 2


Parte 3

O samba em dois tempos

Hoje temos duas versões do samba "A Primeira Escola" de Joel de Almeida e Pereira Matos.

Primeira gravação feita por Gaucho e Joel em disco Odeon 78 rpm, datada de 1942, disponivel no acervo do IMS:

 

Segunda gravação na voz de Noite Ilustrada (mais um mineiro no samba!) para o disco "Perfil de um Sambista" de 2001, quase sessenta anos depois da gravação de Gaucho e Joel:

 

As duas gravações seguem uma cadência bem parecida, com a marcação do surdo e arranjos de sopros... A versão do noite Ilustrada soa um pouco mais moderna, mas em grande parte por causa da qualidade da gravação... Os sopros também seguem uma linha mais moderna....

A primeira Escola de Samba
Surgiu no Estácio de Sá
Eu digo isso e afirmo
E posso provar...
Porque existiam naquele tempo
Os professores do lugar
Mano, Nilton, Mano Rubem e Edgar
E ainda outros que eu não quero falar

Depois surgiu a favela
Mangueira e mais tarde a Portela
E ainda faltam outras
E posso me desculpar por não falar
A não ser Vila Isabel
Em homenagem ao saudoso Noel.