quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Bezerra recebe Zé Pilintra...


Segura a Viola (Zé Pilintra)
Compositores: Pernambuco e Betinho
Intérprete: Bezerra da Silva



Menino segura seu gado
Na Bahia tem desse ditado
Quem mata homem é jurado
Você está muito enganado

Eu acho bom chegar pra lá
E cale sua boca e fique devagar
É bem melhor o senhor chegar pra lá
Cale sua boca e fique devagar

Menino é que eu sou o Zé Pilintra
E não gosto de nêgo abusado
Quem mexer com Zé Pilintra
Está doido ou tá danado...

É bem melhor chegar pra lá...

É que eu sou um bamba na cartilha
Facão e banda ??
Sou o rei da capoeira
E também batuqueiro da pesada

É bem melhor chegar pra lá...

Sua vida é como um samba duro
De repente ela joga você no chão
O seu mundo é deformado
Onde impera a lei do cão

Nélson Cavaquinho e seu violão

Gravações caseiras do Acervo Hermínio Bello de Carvalho com Nélson Cavaquinho cantando e tocando violão na casa do próprio Hermínio.



01 - Nào te dói a consciência (Nélson cavaquinho, Augusto Garcez e Ary Monteiro)
02 - Palhaço (Nélson Cavaquinho)
03 - Quero alegria (Nélson Cavaquinho)
04 - Se eu sorrir, meu pranto ninguém verá (Nélson Cavaquinho e Zé Kéti - ?)
05 - Rugas (Nélson cavaquinho, Augusto Garcez eCiro Monteiro)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Na Água do Rio (Silas de Oliveira e Manuel Ferreira)

Na Água do Rio, um belo samba de Silas de Oliveira e Manoel Ferreira, interpretado aquí pelo próprio Silas em gravação de 1970, naquela cadência gostosa e com as pastoras cantando...



Na água do rio
Vejo a canoa girar
Tem nego, ioiô
Sem remo, iaiá
Na água do rio
Canoa nunca parou
Tem nego, iaiá
Sem remo, ioiô
Este mundo é um rio em demonstração
Que esclarece o transporte de toda ilusão
Teu sorriso é um barco navegador
Passageiro ganhei o teu falso amor
Não é, meu amor

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A musica de Paulo Vanzolini por Carmem Costa e Paulo Marquez

Carmem Costa e Paulo Marquez cantam a musica de Paulo Vanzolini em um disco repleto de sambas inspiradissimos do "sambista da ciência" ou "cientista do samba", como queiram...

O disco tem umas coisas meio machistas como Mulher Toma Juízo em que ele lança mão do verso originalíssimo "mulher que não rí não precisa dente". Em Mulher que não dá samba ele faz um desabafo: "ainda se fosse brava porém cometente, se atrás da bronca viesse a roupa limpa e o café quente"... Só ele mesmo, o cara tinha o dom de esculachar... não que eu concorde com esse modo de pensar, mas que isso rendeu bons sambas não se pode negar...

Tem uns sambas com um toque de baião, como Choro das Mulatas e Menina que Foi o Baque que também são demais. O que chama atenção, além da interpretação da dupla Carmem Costa e Paulo Marquez são as letras geniais de Vanzolini, com seus versos impecáveis e que caem como luvas sobre a melodia, falando sobre amor, sobre a vida, sobre coisas triste ou engraçadas o disco nos mostra um Paulo Vanzolini que poucos conhecem.

Um tira gosto:

Cara Limpa (Paulo Vanzolini)
Intérprete: Paulo Marques



Já me acostumei, já não ligo
Até exibo certa naturalidade
Amei, perdi, senti saudades
Roí osso muito duro, 
Arrastei bonde pesado
Hoje sou homem mudado,
Faço planos de futuro
Não penso mais no passado

Já me acostumei
Com o dia a dia em vez de vida inteira
Relógio em vez de retrato na cabeceira
Posso me dizer
Que olho pra ela e nada sinto
Posso me dizer
Com a cara limpa em quanto minto





1 - Mulher que não dá samba (Paulo Vanzolini) 
2 - Falta de mim (Paulo Vanzolini) 
3 - Inveja (Paulo Vanzolini) 
4 - Ronda (Paulo Vanzolini) 
5 - Samba abstrato (Paulo Vanzolini) 
6 - Sorrisos (Paulo Vanzolini) 
7 - Teima quem quer (Paulo Vanzolini)
8 - Maria que ninguém queria (Paulo Vanzolini) 
9 - Menina o que foi o baque (Paulo Vanzolini) 
10 - Cara limpa (Paulo Vanzolini) 
11 - Mulher toma juízo (Paulo Vanzolini) 
12 - Choro das mulatas (Paulo Vanzolini) 

Pra mim o samba é bom quando é cantado assim!

Coisa bonita o povo cantando samba com alegria!

De volta aos trabalhos...

Agora sim! Blog de cara nova, novo formato! Tentei organizar melhor as postagens pra que não ficassem perdidas lá atrás, passando batidas pra muitos leitores... A navegação agora é feita pela guia principal, logo abaixo do título do blog. Na barra lateral deixei os marcadores e o arquivo cronológico do blog. Também dei um trato no visual, com uma pintura do Heitor dos Prazeres, grande sambista!

Bom, é isso, espero que gostem e que facilite a vida de vocês aqui no blog! E sempre lembrando: comentem, deixem críticas ou sugestões, aqui quem manda são vocês!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sou mais o nosso samba em qualquer lugar...

A nata do samba tá aí: Cartola, Xangô da Mangueira, Aniceto do Império, Monarco, Manacéa, Pelado da Mangueira, Mano Décio da Viola, Élton Medeiros, Catoni, Dona Ivone Lara, Noel Rosa de Oliveira e mais um monte que não consegui identificar...


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O homem de um braço só...



Assistindo ao dvd Ensaio do Zé Kéti, me deparei com um lindo samba em homenagem a Natalino José do Nascimento, o Natal da Portela. Seu Natal foi uma figura ímpar na Portela, escola que viu nascer ainda menino nos fundos da casa de seu pai, o velho Napoleão, alí na Estrada do Portela.

Natalino José do Nascimento
Compositor: Zé Kéti
Intérprete: Zé Kéti


Palito, cigarro no canto da boca
Chapéu na cabeça, não dormia de touca

Dia de festa
De terno branco
Lá vai ele de chinelos
Ou então vai arrastando seu tamanco

Coração grande, sorriso franco
Lá vai ele de chinelos
Ou então vai arrastando seu tamanco

Já elegeu em oswaldo cruz um deputado
No samba ele é considerado
Muito respeitado no ambiente

Tanta caridade, fez pra tanta gente
Comprando remédio, internando doente
Fazia enterros de quem não podia,
A esmola do pobre ele não esquecia

É o namorado da nossa favela
E chora saudades se está longe dela

Na passarela da vontade
De sorrir e de chorar
Quando a Portela chegava pra ganhar

Com natalino comandando
Arrastando seu tamanco devagar
Pisando em flores que o povo atirou
Esperando ela passar

E a gente canta,
Canta, canta...
Na alegria de viver pra ela
Juntinho, morrendo de amores por ela
Cantamos a vitória da portela


Natal nunca foi um sambista propriamente dito... Não compunha, não cantava, não tocava mas gostava de samba. E o que ele fez pela Portela, poucos sambistas tiveram o privilégio de fazer por sua escola. Assumiu o lugar de Paulo da Portela e dedicou-se por quase uma vida toda à escola. Natal era bicheiro, comandava as bancas de madureira e com o dinheiro que ganhava não pensava duas vezes em ajudar sua escola, seus componentes e companheiros moradores de Oswaldo Cruz.Isso mesmo, a Portela era financiada pelo jogo do bicho... Um abismo de distância em relação ao que as escolas se tornaram hoje em dia...

Natal foi um homem simples, que andava sempre de chinelos, às vezes trajando camisas de pijamas. Mas depois de Paulo foi o nome mais respeitado na Portela e suas redondezas. Por causa de um acidente no trabalho, teve de amputar seu braço direito. Tornou-se o "homem de um braço só", imortalizado nos versos de João Nogeueira:

O Homem de um Braço Só
Compositor: João Nogueira
Intérprete: João Nogueira


Com um braço só,
Já fiz o que você não faria
Acho que era covardia,
Eu ter dois braços também

Com um braço só,
Eu já dei muito trabalho
Carteei muito baralho
Bem melhor do que ninguém

Com um braço só,
Já dei tapa em vagabundo
Dei a volta pelo mundo,
Mas também já fiz o bem

Com um braço só
Vou viver a vida inteira
Mandando em Madureira
E em outras terras também

Com um braço só,
Eu comando na avenida
A minha Portela querida
E que me quer tanto bem


Em 1988 foi lançado um filme sobre a vida de Natal, chamado "Natal da Portela". Já assistí em vhs, mas nunca encontrei na internet, só um trechinho no Youtube. Seu Natal é interpretado pelo Milton Gonçalves:


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Homenagem a Candeia - P.C.R.V.G. Terra Brasileira

Em uma linda roda em homenagem ao mestre dos mestres o pessoal do Terra Brasileira canta "Nova Escola" e "Zé Tamborzeiro". vídeo termina com as palavras emocionadas de Selma Candeia, filha do Candeia! Coisa linda pessoal!

*Dica do Sérgio no mural de comentários!



Aproveitando o embalo, gostei muito desse pessoal! Fazem um samba bonito, com respeito e alegria, coisa rara de se encontrar por aí... Convido os integrantes, caso algum de vocês seja frequentador do receita, a falar um pouquinho do projeto aqui no blog. Seria um prazer ajudar a divulgar o trabalho de vocês!

Seguem mais alguns videos interessantes do pessoal:

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O samba da Ouvidor e o Terreiro Grande também fizeram uma bela homenagem ao Candeia no centro do Rio de Janeiro, com a presença do mestre Waldir 59:


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Curiosidades Noelescas



Em mais uma postagem em comemoração ao centenário de Noel Rosa, fiz uma seleção de musicas com algumas curiosidades relatadas em comentários de Sérgio Cabral (publicados no Songbook Noel Rosa de Almir Chediak). Todas os áudios correspondem às gravações citadas no texto e foram retirados do box "Noel Pela Primeira Vez".

Apreciem sem moderação!

Ando Cismado (Noel Rosa e Ismael Silva)

Era um dos sambas preferidos por Ismael Silva (1905-1978), parceiro de Noel. É também um dos poucos sambas em que a dupla Noel Rosa-Ismael Silva conseguiu libertar-se da obrigação de incluir o nome do cantor Francisco Alves como um dos autores da música, com base num acordo feito desde 1928, quando Ismael vendeu ao cantor, por cem mil réis, o samba Me faz carinhos. O acordo foi feito, inicialmente, com os sambas de Ismael e Nilton Bastos e, depois, com a obra da dupla Ismael-Noel. Primeira gravação lançada em outubro de 1932, por Francisco Alves, em discos Odeon.


Mulher, eu ando cismado
Que me enganei com você
Se algum dia não ficar mais a seu lado
Não precisa perguntar por quê.
A mentira é fatal
Creio que não é por mal
Que a mulher nos faz descrer
Mas se é realidade
Sua grande falsidade
Eu hei de ver você sofrer.
Eu cismado espero agora
Ver você a qualquer hora
Dando ao outro o coração
Quando chegar esse dia
Deixo sua companhia
Sem explicar por que razão.

Boa Viagem (Noel Rosa e Ismael Silva)

Embora a letra deste samba pareça dirigida a um ex-amor, João Máximo e Carlos Didier revelam em seu livro "Noel Rosa, uma biografia", que, na verdade, Noel e Ismael Silva estavam se referindo a Francisco Alves, que tratava os dois compositores como empregados e ainda aparecia como autor dos sambas que eles faziam. João e Didier lembram até que, na mesma época, Noel compôs uma versão satírica do foxtrote Tell me tonight, que dizia:

"Neste tempo medonho/Canto, tnstonho/Ao microfone este prelúdio/O ouvinte risonho/Nem por um sonho/Sabe o que me traz ao estúdio/A ti que és irmão/Do tal Pão Duro/Meu recibo vai assombrar/De revôlver na mão/Eu vim aqui. .. cobrar".

A letra de Noel recebeu o título de "Paga-me esta noite" e o Pão Duro só poderia ser Francisco Alves, que gravara a versão de Orestes Barbosa para a mesma música, com o título de Diga-me esta noite. Primeira gravação lançada em janeiro de 1935, por Aurora Miranda, em discos Odeon:


Se não mandei você embora, enfim, foi porque me faltou a coragem
Mas se você vai dar o fora, então, passe bem, boa viagem!

O amor é como a chama, tem princípio, meio e fim
Se você já não me ama, para que fingir assim?
Não mandei você embora porque sou benevolente
Para que você agora quer sair ocultamente

Se não mandei você embora, enfim, foi porque me faltou a coragem
Mas se você vai dar o fora, então, passe bem, boa viagem!

Seu desejo não me assombra, ofereço o meu auxílio
Passa bem, vá pela sombra, acabou-se o nosso idílio
Seu amor e o seu nome, eu também vou esquecer
Desta vez juntou-se a fome com a vontade de comer!

Cem Mil Réis (Noel Rosa e Vadico)

Conta Almirante, em seu livro No tempo de Noel Rosa: "No tempo de Rádio Transmissora, em 1936, Casé tomou-se vítima de pitorescas astúcias de Noel Rosa. Casé baixou determinação para que todos os artistas, em cada domingo, apresentassem novos números, em vez de reprisarem seu repertório. Não conseguindo seguir à risca a exigência, Noel pôs em prática um processo ardiloso que teve ótimo resultado durante algumas semanas. Em cada domingo, Noel anunciava uma "primeira audição", sempre de nome sugestivo, assim: ''Você me pediu", "Soirée e tamborim", "Barato pra cachorro", "Gato do morro", "Não é tão caro assim" e por aí afora. Prosseguiria na sua esperta manobra, se -Casé não estranhasse certas semelhanças melódicas e poéticas nos números de Noel e descobrisse, por fim, que todos aqueles títulos referiam-se a uma única música, feita de parceria com Vadico, o samba Cem milréis, Primeira gravação lançada em abril de 1936, por Noel Rosa e Marília Batista, em discos Odeon:


Você me pediu cem mil réis,
Pra comprar um soirée e um tamborim,
O organdi anda barato pra cachorro,
E um gato lá no morro não é tão caro assim.

Não custa nada preencher formalidade,
Tamborim pra batucada, soirée pra sociedade,
Sou bem sensato, seu pedido atendi,
Já tenho a pele do gato, falta o metro de organdi.

Sei que você num dia faz um tamborim,
Mas ninguém faz um soirée, com meio metro de cetim,
De soirée, você num baile se destaca,
Mas não quero mais você, porque não sei vestir casaca.

É Preciso Discutir (Noel Rosa)

Samba que Noel Rosa compôs especialmente para a dupla Francisco Alves e Mário Reis, dando inicio a uma relação com o primeiro que rendeu várias outras gravações e um automóvel que Noel adquiriu e pagou com os sambas que ia compondo. Essa música revela, mais uma vez que, além de compositor, Noel Rosa tinha uma grande vocação para textos de espetáculos, o que seria confirmado em suas atividades no rádio. Se houvesse, 110 Brasil, uma tradição de teatro musical (além das revistas, evidentemente), ele e Lamartine Babo poderiam ter sido dois grandes autores desse tipo de espetáculo. A primeira gravação foi lançada em 1932, por Francisco Alves e Mário Reis, em discos Odeon:


Francisco Alves - Na introdução deste samba
Quero avisar por um modo qualquer
Que esta briga é por causa de uma mulher

Mário Reis - E eu aviso também
Que neste samba agora me meto
Pra cantar com Francisco Alves em dueto

- É preciso discutir
- Mas não quero discussão
- Da discussão sai a razão
- Mas às vezes sai pancada
- A questão é complicada
- Quero ver a decisão
- A mulher tem que ser minha
- A mulher não traz letreiro
- Foi comigo que ela vinha
- Mas fui eu quem viu primeiro
- Ela é minha porque vi
- Mas quem segurou fui eu
- A conversa já meti
- A mulher não escolheu
- (E podes crer que é...)
- Já perdi a paciência...
- Eu por ela me arrisco
- Sou capaz de violência
- Mas não vai quebrar o disco
- Quanto tempo foi perdido
- Perdi tempo pra ganhar
- Ganhar fama de atrevido
- Quem se atreve quer brigar

Eu Sei Sofrer (Noel Rosa)

Samba que começou a ser feito em Friburgo, para onde Noel Rosa viajara na tentativa de recuperar-se da tuberculose. Sua letra é uma das raras oportunidades em que Noel permitiu que a doença refletisse em sua obra musical. Não se entregava, porém, como revelava um dos seus versos: "Mesmo assim, não cansei de viver". Quando circulou o boato da sua morte (graças a uma falsa notícia transmitida pela Rádio Cruzeiro do Sul), Eu sei sofrer foi um dos sambas que Noel cantou para o repórter da revista Carioca, que fora em sua casa para fazer aquela que seria a última entrevista. Primeira gravação lançada em junho de 1937, por Araci de Almeida; em discos Victor:


Quem é que já sofreu mais do que eu?
Quem é que já me viu chorar?
Sofrer foi o prazer que Deus me deu
Eu sei sofrer sem reclamar
Quem sofreu mais que eu não nasceu
Com certeza Deus já me esqueceu
Mesmo assim não cansei de viver
E na dor eu encontro prazer
Saber sofrer é uma arte
E pondo a modéstia de parte
Eu posso dizer que sei sofrer
Quanta gente que nunca sofreu
Sem sentir, muitos prantos verteu
Já fui amada, enganada
Senti quando fui desprezada
Ninguém padeceu mais do que eu

.

Fui Louco (Noel rosa e Bide)

Este samba nunca foi gravado com o nome de Noel Rosa, mas há testemunhas de que ele é o parceiro de Bide (Alcebíades Barcellos). Almirante relacionou Fui louco na discografia e musicografia de Noel. João Máximo e Carlos Didier também colheram depoimentos de pessoas que asseguraram ser o samba de Bide e Noel. De qualquer maneira, trata-se de uma das muitas parcerias do compositor com os sambistas ligados às escolas de samba. Bide, grande compositor e excelente ritmista, foi um dos fundadores do bloco Deixa Falar, identificado como a primeira escola de samba. Segundo depoimento dele mesmo e de outros sambistas, foi inventor do surdo como instrumento de percussão do samba. Primeira gravação lançada em abril de 1933, por Mário Reis, em discos Victor:


Fui louco Resolvi tomar juízo
A idade vem chegando e é preciso
Se eu choro Meu sentimento é profundo
Ter perdido a mocidade na orgia
Maior desgosto do mundo!
Neste mundo ingrato e cruel
Eu já desempenhei o meu papel
E da orgia então Já pedi minha demissão
Neste mundo ingrato e cruel
Eu já desempenhei o meu papel
E da orgia então Já pedi minha demissão




.

Mais um Samba Popular (Noel Rosa e Vadico)

Um dos mais belos sambas da dupla Noel Rosa-Vadico e que, estranham ente, permaneceu inédito durante vários anos, mesmo depois da morte de Noel. Trata-se de uma letra tão bem elaborada que seria difícil destacar um ou outro verso, embora nenhuma antologia possa desprezar a quadrinha

"Eu bem sei que tu condenas/O estilo popular/Sendo as notas sete apenas/Mais eu não posso inventar"

Noel cantou várias vezes Mais um samba popular, em apresentações públicas, como curiosidade, pelo fato de Vadico, autor da melodia, tê-Ia mostrado ao parceiro já com a primeira parte da letra pronta. Sabiamente, Noel recusou-a. Dizia a letra de Vadico: "Eu fiz um samba pra te dar/Feio ou bonito, faça força pra gostar/Se não gostares/Eu só posso te dizer/Meu benzinho, me perdoe/Que melhor não sei fazer". Primeira gravação lançado em 1954, por Ana Cristina e conjunto de Luiz Bittencourt, em discos Sinter:


Fiz um poema pra te dar
Cheio de rimas que acabei de musicar
Se por capricho
Não quiseres aceitar
Tenho que jogar no lixo
Mais um samba popular
Se acaso não gostares
Eu me mato de paixão
Apesar de teus pesares
Meu samba merece aprovação
Eu bem sei que tu condenas
O estilo popular
Sendo as notas sete apenas
Mais eu não posso inventar



Samba da Boa Vontade (Noel Rosa e Braguinha)

Uma letra noelesca de 1931, mas de extrema atualidade. É uma resposta às convocações do Governo Provisório de Getúlio Vargas para que o povo mantivesse o otimismo, mesmo enfrentando sérias dificuldades. "É melhor apertar agora para que a fartura venha depois", diziam os governantes, numa cantilena muito conhecida dos brasileiros de todas as épocas. Quando Noel Rosa escreveu "Que iremos à Europa/Num aterro de café", referia-se à decisão governamental de queimar ou jogar no mar três milhões de sacas de café, a fim de valorizar o preço do produto. Primeira gravação lançada em 1931, por Noel Rosa e João de Barro com o Bando de Tangarás, em discos Parlophon:


Viver alegre hoje é preciso
Conserva sempre o teu sorriso
Mesmo que a vida esteja feia
E que vivas na pirimba
Passando a pirão de areia

Gastei o teu dinheiro
Mas não tive compaixão
Porque tenho a certeza
Que ele volta à tua mão

Se ele acaso não voltar
Eu te pago com sorriso
E o recibo hás de passar

- Nesta qüestão solução sei dar !

Neste Brasil tão grande
Não se deve ser mesquinho
Quem ganha na avareza
Sempre perde no carinho

Não admito minharia
Pois qualquer economia
Sempre acaba em porcaria

- Minha barriga não está vazia!

Comparo o meu Brasil
A uma criança perdulária
Que anda sem vintém
Mas tem a mãe que é milionária

E que jurou batendo o pé
Que iremos à Europa
Num aterro de café

- Nisto eu sempre tive fé!

Tarzan, O Filho do Alfaiate (Noel Rosa e Vadico)

Quem viu Alô Alô Carnaval há de ter percebido que o cantor Francisco Alves canta o tempo inteiro com a barriga encolhida e o peito estufado, tentando insinuar um físico de halterofilista. É que, na época, a beleza masculina inspirava-se na estética de Tarzan, o que significava manifestação de saúde, uma espécie de anti-tuberculose. Contribuindo para tudo isso, a moda masculina criava os paletós com ombreiras e um corte que acentuava os peitos largos e as cinturas finas. É claro que Noel Rosa não poderia ficar indiferente a tudo isso e registrou a moda em Tarzan (o filho do alfaiate), também incluído no filme Cidade mulher, onde foi interpretado pelo comediante José Vieira. Primeira gravação lançada em setembro de 1936, por Almirante, em discos Victor:


Quem foi que disse que eu era forte?
Nunca pratiquei esporte, nem conheço futebol...
O meu parceiro sempre foi o travesseiro
E eu passo o ano inteiro sem ver um raio de sol
A minha força bruta reside
Em um clássico cabide, já cansado de sofrer
Minha armadura é de casimira dura
Que me dá musculatura, mas que pesa e faz doer
Eu poso pros fotógrafos, e destribuo autógrafos
A todas as pequenas lá da praia de manhã
Um argentino disse, me vendo em Copacabana:
'No hay fuerza sobre-humana que detenga este Tarzan'
De lutas não entendo abacate
Pois o meu grande alfaiate não faz roupa pra brigar
Sou incapaz de machucar uma formiga
Não há homem que consiga nos meus músculos pegar
Cheguei até a ser contratado
Pra subir em um tablado, pra vencer um campeão
Mas a empresa, pra evitar assassinato
Rasgou logo o meu contrato quando me viu sem roupão
Eu poso pros fotógrafos, e destribuo autógrafos
A todas as pequenas lá da praia de manhã
Um argentino disse, me vendo em Copacabana:
'No hay fuerza sobre-humana que detenga este Tarzan'
Quem foi que disse que eu era forte?
Nunca pratiquei esporte, nem conheço futebol...
O meu parceiro sempre foi o travesseiro
E eu passo o ano inteiro sem ver um raio de sol
A minha força bruta reside
Em um clássico cabide, já cansado de sofrer
Minha armadura é de casimira dura
Que me dá musculatura, mas que pesa e faz doer

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quem me navega é o mar!

Mais uma Coletânea do Receita

Pessoal, preparei mais uma puquena seleção de musicas pra vocês baixarem e curtirem no final de semana... Espero que gostem!

01 - Brinde ao Cansaço (Candeia)
Do disco "Samba de Roda" de 1975
Intérprete: Candeia

02 - História da Capoeira (Geraldo Filme)
Do disco "Geraldo Filme" de 1980
Intérprete: Geraldo Filme

03 - Não me deixaste ir ao samba em Mangueira (Carlos Cachaça e Heitor dos Prazeres)
Do disco "Carlos Cachaça" de 1976
Intérprete: Carlos Cachaça

04 - Devia ser condenada (Nélson Cavaquinho e Cartola)
Do disco "Flores em Vida" de 1985
Intérprete: Nélson Cavaquinho

05 - Samba do trabalhador (Darci da Mangueira)
Do disco "Darci da Mangueira" de 1970
Intérprete: Darci da Mangueira

06 - Cabide de Molambo (João da Bahiana)
Do disco "Gente da Antiga" de 1968
Intérprete: João da Bahiana

07 - O Império tocou reunir (Mano Décio da Viola e silas de Oliveira)
Do disco "Samba, Minha Verdade, Minha Raiz" de 1978
Intérprete: Dona Ivone Lara

08 - Eu vou Navegar (Ávila, Caciporé e Marcelo)
Intérprete: Jurema

09 - Vem chegando a madrugada (Noel Rosa de Oliveira e Zuzuca)
Intérprete: Noel Rosa de Oliveira

10 - Festa da Penha (Cartola e Adalberto Alves de Sousa)
Do disco "Cartola entre Amigos" de 1984
Intérprete: Padeirinho

11 - Saldo Positivo (Gisa Nogueira)
Intérprete: Gisa Nogueira

12 - Saudosa Mangueira (Herivelto Martins)
Do disco "Fala Mangueira" de 1968
Intérprete: Clementina de Jesus

13 - Partido Alto da Antiga (Monarco)
Do disco "Uma História do Samba" de 2003
Intérprete: Monarco

14 - De Paulo a Paulinho (Monarco e Chico Santana)
Intérprete: Monarco e Côro da Portela

15 - Pra Jogar no Oceanao (Paulinho da Viola)
Timoneiro (Paulinho da Viola e Herminio bello de Carvalho)
Bebadosamba (Paulinho da Viola)
Do disco "Bebadachama Ao Vivo" (Disco 1 / Disco 2)
Intérprete: Paulinho da Viola


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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nos tempos de Noel Rosa - Parte 2

Segue a segunda parte da série de programas sobre Noel, apresentadas pelo Almirante na década de 50 e reexibidos pela rádio USP

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Baixar: Parte 1 Parte 2 Parte 3

domingo, 5 de setembro de 2010

Jacob do Bandolim: o "monstro sagrado" do choro!



Jacob Pick Bittencourt foi um gênio da musica brasileira, na minha opinião, o maior deles, ao lado é claro de Pixinguinha. Nascido em 1918 no Rio de Janeiro, ganhou de presente da mãe um violino, mas achou aquele negócio de tocar com um arco muito complicado e acabou passando para o bandolim, que tinha a mesma afinação, mas tocava-se com uma palheta, muito mais fácil, segundo ele...

Jacob faz uma auto qualificação:


O próprio Jacob conta que certa vez, da janela de sua casa, escutou pela primeira vez um choro, chamado "É do que há". A melodia que vinha da rua direto para seus ouvidos mudou o destino daquele menino, que mesmo sem professor, autodidata desde os 12 anos, viria a ser conhecido como Jacob do Bandolim, o maior bandolinista que nossa musica já conheceu, dono de uma técnica perfeita e um preciosismo que fazia com que as notas soassem tão limpas a ponto de até hoje poucos terem conseguido igualar a maestria de seus solos e suas composições.

Jacob e Época de Ouro: É do Que Há de Luiz americano


Com apenas 16 anos se inscreveu no "Programa dos Novos" da Rádio Guanabara, uma espécie de show de novos talentos, e arrasou com 28 concorrentes ao solar o choro "Segura Ele" de Pixinguinha. Fez tanto sucesso que foi convidado a trabalhar na emissora com seu grupo chamado "Jacob e Sua Gente" formado por Osmar Menezes e Valério Farias "Roxinho" nos violões, Carlos Gil no cavaquinho, Manoel Gil no pandeiro e Natalino Gil no ritmo, acompanhando grandes cantores da época como ataulfo Alves, Noel Rosa, Lamartine Babo, entre outros.

Abel Ferreira, Artur Moreira Lima e Época de Ouro: Segura Ele de Pixinguinha:


Jacob amava a musica, o choro e não admitindo submeter-se às vontades de gravadoras, optou por não levar a musica como profissão. Assim, sua musica não perderia a pureza do verdadeiro choro e ele não morreria de fome... Prestou concurso público e trabalhou a vida toda como Escrivão da Justiça do Rio de Janeiro.

Em sua casa no bairro de Jacarepaguá, Jacob realizava saraus memoráveis com a presença de muscicos da alta patente, como Dorival Caymmi, Elizeth Cardoso, Ataulfo Alves, Paulinho da Viola, Hermínio Bello de Carvalho, Canhoto da Paraíba, Maestro Gaya, Darci Villa-Verde, Turíbio Santos e Oscar Cáceres. Tais reuniões varavam noites regadas ao melhor do choro e do samba, como você pode ouvir abaixo na gravação de "Carolina" de Chico Buarque, executada com maestria por Jacob:



Em 1955, Jacob foi convidado pela TV-Record para organizar um programa de Choro chamado "Noite dos choristas", exibido em 12.05.1955. Jacob diante de um convite para participar de um programa ao vivo num dos principais canais de TV do país, não pensou duas vezes e convidou grandes chorões, encabeçados pelo mestre Pixinguinha, com quem dividiu o palco do programa, ao vivo, acompanhados pelo regional da Tv. Record. Mas o que ele guardou para o final foi surpreendente: colocou no palco aquele que seria o maior regional de todos os tempos, com cerca de 70 de músicos amadores.

Jacob fala de quando tocou no regional de Pixinguinha:


O programa fez tanto sucesso que em 1956 a TV-Record encomendou a Jacob mais uma edição. Empolgado com a repercussão do mega regional do primeiro programa, elogiado pelos maestros Pixinguinha e Guerra Peixe, Jacob surpreendeu duplicando algo que já parecia inimaginável... Dessa vez subiu ao palco regendo 133 musicos, distribuídos em 17 bandolins, 14 acordeons, uma flauta, um pífano, um saxofone alto, um trombone, 4 violinos, 4 violões tenores, 18 cavaquinhos, um serrote, 40 violões, 5 ritmistas e 3 baterias. Foi um dos maiores momentos da musica brasileira!


Jacob e o Regional do Canhoto, que o acompanhou entre 1951 e 1960

Após ser acompanhado pelo Regional do Canhoto por quase uma década, entre 1951 e 1960, Jacob, que era extremamente exigente com relação aos ensaios, sentiu a necessidade de ter o seu próprio grupo. Reuniu então os violonistas César Faria, Carlos Leite e Dino 7 cordas. Chamou para o pandeiro Gilberto D'Ávila e para o cavaquinho Jonas Silva.


Jacpb e Conjunto Época de Ouro

A princípio, o grupo recebeu o nome de Jacob e seu Regional, estreando no disco "Chorinhos e Chorões" de 1961. No disco seguinte, "Primas e Bordões" de 1962, o grupo foi apresentado como Jacob e seus Chorões. Esses dois discos são clássicos do choro indispensáveis... Jacob conseguiu a fórmula perfeita! Os 3 violões brincando são uma coisa maravilhosa...

Santa Morena Valsa de Jacob do Bandolim. Gravação do disco Chorinhos e Chorões


Pela terceira vez e em definitivo, o grupo de Jacob mudava seu nome para Conjunto Época de Ouro. Já com a participaçõ de Jorginho Silva no pandeiro, Jacob lança o LP "Vibrações", considerado por muitos como um dos melhores discos instrumentais de todos os tempos. Uma obra prima que consolidava o resultado da postura de Jacob. Um lider exigente, que cobrava multas de quem se atrasasse ou faltasse aos ensaios, que buscava a qualquer custo a perfeição em cada nota.

Vibrações de Jacob do Bandolim:


Jacob fala de sua preocupação com o futuro do choro:


Como era autodidata, dizia que nunca soube ensinar, que era péssimo professor... Mas dizem que ao vê-lo ensaiando seus musicos ficava-se impressionado com a seriedade e disciplina que conseguia impor a seus musicos, privilegiados musicos...

Essa dedicação e respeito à musica chamaram a atenção do grande maestro Radamés Gnattali, que compôs especialmente para Jacob a suíte Retratos, uma suíte para bandolim, orquestra e conjunto regional, homenageando em cada um dos quatro movimentos os quatro compositores que considerava geniais e fundamentais na formação da nossa música instrumental: Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e Chiquinha Gonzaga.

Suíte Retratos Quarto Movimento: Chiquinha Gonzaga


Depois de completada a missão e o resultado aprovado pelo maestro, Jacob escreve uma carta a Radamés onde se destaca a importância da obra para o seu amadurecimento musical:

"...Hoje minha cantilena é outra: "Mais do que ensaiar, é necessário estudar". E estou estudando. Meus rapazes também (o pandeirista já não fala mais em paradas). "Seu Jacob, o senhor aí quer uma fermata? Avise-me, também, se quer adágio, moderato ou vivace...". Veja, Radamés, o que você me arrumou. É o fim do mundo. Retratos: valeu estudar e ficar todo fechado dentro de casa durante todo o Carnaval de 1964, devorando e autopsiando os mínimos detalhes da obra, procurando descobrir a inspiração do autor no emaranhado de notas, linhas e espaços e, assim, não desmerecer a confiança que em mim depositou, em honraria pródiga demais para um tocador de chorinhos..."

Jacob era um fumante compulsivo e sofreu três enfartes, o último, derradeiro... Mas jacob conseguia ver graça e beleza até na morte, como você pode ouvir abaixo no relato de su primeiro enfarte... "Perdi uma bela oportunidade de morrer sublimemente naquela noite..."



Jacob nos deixou em uma quarta feira, no fim do dia 13/08/1969, quando sofreu seu terceiro enfarte, dentro do carro, na porta de casa ao voltar de uma visita ao amigo Pixinguinha. Ficou imortalizado em suas composições, clássicos do choro como Assanhado, Noites Cariocas, Doce de Côco, Benzinho, O Vôo da Mosca e em suas interpretações inigualáveias de mestres como Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Ernesto Nazareth... Salve Jacob e seu bandilim!

Este vídeo abaixo, sem áudio, é o único registro de Jacob do Bandolim em movimento que se tem notícia. O Instituto Jacob do Bandolim oferece até uma recompensa de R$ 2.000,00 pra quem souber de outro vídeo com imagens de Jacob:



Pra terminar, uma bela homenagem de Sergio Bittencourt, filho de Jacob, relembrando a presença de seu pai: Naquela Mesa, na voz de Zélia Duncan, acompanhada de Hamilton de Holanda e Nilze Carvalho:

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mais um do Martinho...

Martinho canta no programa "Sambão" na década de 70. Se você já viu, assista de novo e leia as noticias que ficam passando na parte de baixo... Só tem tragédia! Ataque suicida a ônibus militar, enchente, posto de gasolina que desaba... até elefante atropelado!!! kkkkk...

Receita rápida....

Martinho da Vila canta acompanhado de Paulo Moura, Rosinha de Valença e Grande Otelo...


Noel Rosa nas Minas Gerais....

Excelente programa da Rede Minas contrado num show da Cristina Buarque e Henrique Cazes (o famoso "sem tostão...") em Belo Horizonte, contém alguns trechos com várias pessoas contando histórias sobre o tempo em que Noel passou em Minas pra se recuperar de sua doença... Mas vocês vão ver que essa história de "ar das montanhas" e "tranqüilidade" não saiu bem do jeito que a família do Noel esperava... O malandro tinha estratégias sensacionais pra fugir de casa e cair na boemia de Belo Horizonte!

A dupla canta também a famosa polêmica entre Wilson Batista e Noel.

Parte 1


Parte 2


Parte 3

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sambas Cifrados - Pra fazer bonito na roda !

Pessoal, preparei uma coletânea exclusiva de cifras pra violão e cavaquinho. São cerca de 150 sambas cifrados e só coisa fina: Noel, Cartola, Chico Santana, Candeia e mais uma lista de sambistas que é de se perder de tanto nome!

Espero que gostem do repertório! Segue abaixo do link os nomes das musicas:


1296 milheres
365 igrejas
A deusa dos orixás
A flor e o espinho
A lei do morro
A saudade me traz
A sorrir
A vida me fez assim
A vizinha do lado
Acalanto
Água do rio
Ai que saudades da Amélia
Alegria
Amor não é brinquedo
Ao romper da aurora
Apaga o fogo Mané
Argumento
As rosas não falam
Assim não, zambi
Barracão
Brinde ao cansaço
Cantar para não chorar
Canto das três raças
Cem mil-réis
Coisa da antiga
Coisas banais
Coité cuia
Concurso pra enfarte
Conselhos de vadio
Conto de areia
Conversa de malandro
Coração em desalinho
Coração leviano
Corra e olhe o céu
Cuidado com a outra
Desde que o samba é samba
Desperta Dodô
Dia de graça
Disfarça e chora
Diz que fui por aí
Dois de fevereiro
É hoje
Embala eu
Escurinha
Escurinho
Esta melodia
Estrela de Madureira
Eu canto samba
Eu não sou do morro
Eu não tenho onde morar
Falsa baiana
Feitiço da vila
Fez bobagem
Filosofia
Filosofia do samba
Foi um rio que passou em minha vida
Folhas secas
Guardei minha viola
Ingrata solidão
Isolado do mundo
Isso aqui o que é
Isso não são horas
Já chegou quem faltava
Joga a chave
Juízo final
Jura
Jurar com lágrimas
Lama
Lata d'água
Levanta cedo
Maracangalha
Menino deus
Mente
Meu drama
Meu mundo é hoje (eu sou assim)
Meu primeiro amor
Mulata assanhada
Na aba
Na água do rio
Na cadência do samba
Na linha do mar
Não deixo saudade
Nêga manhosa
Nego benguela
Nem ouro, nem prata
Nomes de favela
O mar serenou
O mundo é assim
O mundo melhor de Pixinguinha
O orvalho vem caindo
O x do problema
Onde a dor não tem razão
Pá nela
Palpite infeliz
Para um amor no recife
Para ver as meninas
PCJ – Partido Clementina de Jesus
Pecado capital
Perdoa
Poder da criação
Portela desde que nasci
Portela na avenida
Preciso me encontrar
Pressentimento
Quando bate uma saudade
Quantas lágrimas
Quebranto
Renascer das cinzas Responsabilidades
Resto de esperança
Rosa Maria
Rosa morena
Sala de Recepção
Samba da antiga
Samba da minha terra
Samba da volta
Samba de Orly
Samba do arresto
Saudade da Bahia
Se tu fores na Portela
Se você jurar
Segundo rio que passou
Sentimentos
Só pra chatear
Tarzan, o filho do alfaiate
Tempo ê
Tiro ao Álvaro
Traíra comeu parente
Triste madrugada
Tristeza pé no chão
Tudo se transformou
Um calo de estimação
Vai pro lado de lá
Vaidade de um sambista
Vatapá
Vida de fidalga
Viver
Você está sumindo
Você me abandonou
Yao