segunda-feira, 29 de junho de 2009

1 + 1 = Samba do Bom!!!!!!

"...o samba pode ser cantado de várias maneiras: improvisado ou em coro. Houve sambistas de peito forte e os sambistas de nariz, o cantor chorando e a dupla. Esta, uma das formas mais ricas de se cantar o samba, mais malandra, mais generosa...".

Assim falou Sérgio Porto sobre esse costume que embora muito difundido nas décadas de 40 e 50, hoje encontra-se praticamente extinto... A última dupla de sucesso no samba foi formada na década de 60 por dois grandes nomes: Cyro Monteiro e Dilermando Pinheiro (este último um às do samba de breque, da altura de Kid Morengueira...):


Lado A:

• Minha palhoça (J. Cascata)
• Alô João (Cyro Monteiro-Baden Powell)
• Para me livrar do mal (Ismael Silva-Noel Rosa)
• A mulher que eu gosto (Cyro de Souza-Wilson Batista)
• Volta para casa Emília (Antônio Almeida-José Batista)
• Deus me perdoe (Humberto Teixeira-Lauro Maia)
• Pedra que rolou (Levava jurando) (Pedro Caetano)
• Lulú de madame (Paulo Gesta-Augusto Rocha)
• Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues-Felisberto Martins)

Lado B:

• Escurinho (Geraldo Pereira)
• Madalena (Ary Macedo-Airton Amorim)
• Amei tanto (Baden Powell-Vinicius de Moraes)
• Eu queria (Roberto Martins-Mário Rossi)
• Ai! Que saudades da Amélia (Ataulfo Alves-Mário Lago)
• Emília (Haroldo Lobo-Wilson Batista)
• Dora (Dorival Caymmi)
• Marina (Dorival Caymmi)
• Maria Rosa (Nássara)
• Florisbela (Nássara-Frazão)
• Conceição (Dunga-Jair Amorim)
• Clélia (Catullo da Paixão Cearense-Luiz Souza)
• Aurora (Roberto Roberti-Mário Lago)
• Eva querida (Benedito Lacerda-Luiz Vassal)
• Isabel (Arlindo Marques Júnior-Roberto Roberti)
• Julieta! Julieta! (Manezinho Araújo)
• Odete (Herivelto Martins-Dunga)
• Isaura (Herivelto Martins-Roberto Roberti)
• Rosa Morena (Dorival Caymmi)
• Menina fricote (Henrique Batista-Marília Batista)
• Nos braços de Isabel (Silvio Caldas-José Judice)
• Formosa (Baden Powell-Vinicius de Moraes)
• Até amanhã (Noel Rosa)
Ficha técnica

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Quase meio século depois surgem no Rio dois ótimos cantores, estudiosos do samba e que decidem reviver esse costume. O disco "Dois Bicudos" traz Alfredo Del Penho e Pedro Paulo Malta acompanhados por músicos excepcionais como Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Wilson das Neves, Jorginho e Celsinho Silva.... Enfim, com uma turma dessa só podia dar em samba mesmo....

Ainda mais com o time de compositores, escolhidos a dedo pra completar o "cast"... Os contemporâneos Maurício Carrilho, Paulo César Pinheiro e Pedro Amorim dividem as letras com gente da antiga como Nélson Cavaquinho, Geraldo Pereira e Cartola.... Mas não vá pensando que vai ouvir "A Flor e o Espinho" ou "Sem Compromisso".... As músicas são muito pouco conhecidas, incluindo algumas faixas inéditas como a que dá nome ao disco. "Dois Bicudos" é uma composição de Cartola nunca gravada antes e mostra um lado curioso do mestre: é uma das unicas músicas em tom de piada que Cartola escreveu, fugindo completamente de seu estilo tradicional....


1- Baile no Bola (Mauricio Carrilho e Paulo César Pinheiro)
2 - Foi uma pedra que rolou (Pedro Caetano)
3 - Dois Bicudos (Cartola)
4 - Requebra morena (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)
5 - Conselho de amigo (Geraldo Pereira e Aluisio Dias)
6 - Jurací (Geraldo Pereira e Paulo Gesta)
7 - Jurema - Matilde (Pedro Amorim)
8 - Entre a cruz e a espada (Nélson Cvaquinho)
9 - Falso Rebolado (Jorge Costa e Venâncio)
10 - Tudo o que você diz (Noel Rosa)
11 - Receita médica (Francisco Malfitano e Frazão)
12 - Geraldina (Maurício carrilho e P. C. Pinheiro)
13 - Já sei (Leonel Paiva e Wilson Batista)
14 - Força total (Aluízio Dias)
Ficha Técnica


Bom apetite!

domingo, 28 de junho de 2009

O Rei Roberto...


Calma galera... o blog ainda é sobre samba! Eu estou falando é do grande Demerval Miranda Maciel, mais conhecido como Roberto Ribeiro, um dos maiores intérpretes que o samba já conheceu.

Apaixonado por futebol, Roberto foi jogador profissional em sua cidade natal, Campos, no estado do Rio. Conhecido como Pneu, foi goleiro do Goytacaz Futebol Clube. Em 1965, à procura de um lugar em algum grande time carioca, mudou-se para o Rio. Chegou a treinar no Fluminense, mas a paixão pelo samba foi tomando lugar e pouco tempo depois trocou o futebol pela música.

Sua estréia no samba foi em 1972, quando gravou com Elza Soares 3 compactos. Os bons resultados das gravações levaram ao lançamento do disco Elza Soares e Roberto Ribeiro. Em seguida gravou os sambas "Estrela de Madureira", "Acreditar" e "Tempo Ê" que estouraram nas rádios e firmaram o nome de Roberto entre os grandes intérpretes do samba.

Dono de uma voz suave porém imponente, de timbre inconfundível, Roberto Ribeiro foi um grande divulgador do samba e suas vertentes, gravando inclusive muitos ritmos primitivos e de origem africana, como Jongos, Afoxés, Maracatus e Sambas de Roda... Muitos o consideram a "Enciclopédia do Samba".

Frequentador assíduo das rodas de samba de Madureira, foi durante quase uma década puxador dos sambas do Império Serrano, escola de samba do bairro. Sua voz enfeitou os carnavais entre os anos de 1975 e 1983, puxando o samba campeão de 1982 "Bumbumpaticumbum prugurundum"

Durante a década de 90, Roberto ficou bastante doente. Foi acometido por uma doença no olhos causada por um fungo e agravada pela diabetes, chegando a perder um dos olhos. Roberto morreu em Janeiro de 1996, atropelado em uma rua do bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.


Pra Ouvir!

Fiz uma coletânea com 34 músicas, pescadas em seus quase 20 discos gravados. Procurei mostrar em linhas gerais os caminhos por onde ele passeava dentro do samba, pra quem não conhece ir digerindo aos poucos a receita! Espero que gostem!

1 - Acreditar (Ivone Lara - Délcio Carvalho)
2 - Ao povo em forma de arte (Wilson Moreira - Nei Lopes)
3 - Artifício (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
4 - Até Amanhã (Riachão)
5 - Aurora de um sambista (Toco)
6 - Cabide de molambo (João da Baiana)
7 - Coité, Cuia (Wilson Moreira - Nei Lopes)
8 - Correntes (Roque Ferreira)
9 - Estrela de Madureira (Cardoso - Acyr Pimentel)
10 - Filosofia (Noel Rosa)
O orvalho vem caindo (Noel Rosa-Kid Pepe)
11 - Filosofia do samba (Candeia)
Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola)
12 - Glórias e graças da Bahia (Joacyr Santana - Silas de Oliveira)
13 - Heróis da liberdade (Mano Decio - M. Ferreira - Silas de Oliveira)
14 - Império bamba (Joel Menezes - Roberto Ribeiro)
15 - Isso não são horas (Chiquinho - Catoni - Xangô da Mangueira)
16 - Jura (Nelson Rufino)
17 - Molejo (Hermínio Bello de Carvalho - João de Aquino)
18 - Nego benguela (Roque Ferreira)
19 - O ganzá do seu Leitão (Cleber Augusto - Nei Lopes)
20 - O quitandeiro (Monarco - Paulo da Portela)
21 - Olha o partido (Xangô da Mangueira-Rubem Gerardi)
22 - Os cinco bailes da história do Rio (Ivone Lara - Bacalhau - Silas de Oliveira)
23 - Pá-nela (Gonzaguinha)
24 - Planta imortal (Serafim Adriano)
25 - Podes rir (Daniel de Santana - Comprido)
26 - Prece a Xangô (Zé Luiz - Nelson Rufino)
27 - Recordações de um batuqueiro (Xangô - J. Gomes)
28 - Resto de esperança (Dedé da Portela - Jorge Aragão)
29 - Samba da minha terra (Dorival Caymmi)
Yá Yá do Cais Dourado (Martinho da Vila-Rodolfo)
30 - Samba do Irajá (Nei Lopes)
31 - Samba do sofá (Geraldo Babão - Dicró)
32 - Só chora quem ama (Wilson Moreira - Nei Lopes)
33 - Tia Eulália na xiba (Cláudio Jorge - Nei Lopes)
34 - Um dia de rei (Daniel Santos - Noca da Portela)


Baixar Coletânea Roberto Ribeiro

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Ai, Cachaça!!!!

Grande musa inspiradora do samba e muitas outras artes populares a velha e boa cachaça é um simbolo nacional!!! Nesse disco - resultado de um trabalho de pesquisa feito por Alfredo del-Penho, Henrique Cazes, Luís Filipe de Lima, Cristina Buarque e Paulo César Andrade - encontramos uma série de músicas (sambas, em sua maioria) inspiradas pela "marvada"! De Noel Rosa a Aniceto do Império, passando por Candeia, Wilson moreira e claro, Zeca Pagodinho, todos já provaram do néctar!!!!

Quem dá o tom são dois cariocas que vêm fazendo um belo trabalho de resgate do samba cantado em duplas, muito comum nas décadas de 40 e 50 e que hoje anda um pouco esquecido...

Sirvam-se à vontade, mas não se esqueçam: "Quem não sabe beber pinga bebe água camarada"....

Alfredo Del Penho e Pedro Paulo Malta - Cachaça dá Samba


1 - Ai, cachaça! (Manezinho Araújo - Fernando Lobo)
Bebida, mulher e orgia (Aniz Murad - Luiz Pimentel - Manoel Rabaça)
2 - Quem não sabe beber (Elino Julião - Severino Ramos)
3 - A verdade é pura (Moacyr Luz)
4 - O pingo e a pinga (Antônio Almeida - Pedro Caetano)
5 - Malvada Pinga (Moda da Pinga) (Laureano)
6 - Delírio alcoólico (E. Briu)
7 - Por esta vez passa (Noel Rosa)
8 - Maria Fumaça (Noel Rosa)
9 - Prá Esquecer (Noel Rosa)
10 - É Bom Parar (Noel Rosa - Rubens Soares)
Quem mandou você beber (Bide)
Não deixarei de beber (Sebastião Gomes - Jorge Gonçalves - Irineu Silva)
11 - Moenda Velha (Zeca Pagodinho - Wilson Moreira)
12 - Baranga das Dez, broto das Duas (Jota Canalha)
13 - O que me dão pra beber (Candeia)
Beberrão (Aniceto do Império - Molequinho)
14 - Deixa-me beber (J.G. De Carvalho)
Cachaça (Héber Lobato - Lúcio Girão - Marinósio Filho - Mirabeau Pinheiro)

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

TV Cultura...

Televisão como se fazia antigamente...

Paulinho da Viola:




Jamelão:




Adoniran Barbosa:




Demônios da Garoa:




Baden Powell:




Elza Soares:




Luiz Gonzaga:




Novos Baianos:

Cassilds!!!

Grande mussum... Programa Ensaio Tv Cultura com os Oringinais do Samba...


sábado, 13 de junho de 2009

Os tambores das Minas Gerais - O Candombe do Açude.

Uma das manifestações musicais mais primitivas de Minas Gerais sobrevive na comunidade do Açude, em meio às montanhas da Serra do Cipó.
Em novembro de 2004, o presidente Lula premiou com a medalha da Ordem do Mérito Cultural um grupo de moradores de um remanescente de quilombo localizado na Serra do Cipó, região distante 130 quilômetros de Belo Horizonte. Descendentes de escravos, a comunidade do Povo do Açude, como é conhecida essa gente, preserva até hoje um ritual sagrado de seus ancestrais: o candombe, uma tradição marcada pelo ritmo dos tambus, tambores moldados na madeira pelos escravos.


Assim, o secular candombe sobrevive ao tempo na serra do Cipó. E ganhou o respeito de todos. “Meus avós me pediram para nunca deixar morrer a tradição”, diz a simpática Maria das Mercês Santos, 66 anos de idade, neta de escravos. Com a ajuda das irmãs Maria Geralda, 68 anos, e Vilma Zeferino, 69 anos, dona Mercês não permite que os tambus se calem. Os ancestrais das três matriarcas vieram do Congo, mais de 200 anos atrás. Na bagagem trouxeram a cultura africana. Os escravos chegaram à região para trabalhar nas lavouras da fazenda Cipó Velho, localizada a dois quilômetros de onde hoje está a comunidade do Açude.

O candombe não tem data certa para ser celebrado na comunidade do Açude. “Só não tem quando chove, porque os tambus precisam ser afinados na fogueira”, diz dona Mercês. Eles ficam à beira do fogo desde o início da noite da festa, para que o couro estique a ponto de ganhar o timbre certo. Manifestação folclórica mais primitiva de Minas Gerais, o candombe tem origem no congado e é considerado a principal das oito guardas dessa manifestação vinda da África para reverenciar, com danças e batuques, Nossa Senhora do Rosário.



A principal história relacionada ao candombe na serra do Cipó conta que os batuques dos escravos aconteciam sempre no início da noite, depois do trabalho na lavoura. Os negros da fazenda Cipó Velho reuniam-se para dançar ao som dos tambus, mesmo sabendo que não era do agrado do senhor branco.

Certo dia, irritado com a algazarra vinda da senzala, o senhor ordenou ao capataz que acabasse com a festa, queimando os tambus. Mas a fumaça exalada pelos tambores penetrou casa-grande adentro, perseguindo o dono da fazenda durante horas. Quase sufocado, ele imaginou tratar-se de uma maldição encomendada pelos negros. Assustado, mandou que os escravos construíssem novos tambores, por acreditar que só dessa maneira o feitiço seria anulado. Assim foi feito e a mandinga se desvaneceu.

O episódio teria acontecido já ao final do século XIX, poucos anos antes do fim da escravidão no Brasil. Os três centenários tambus talhados em tronco de saboeira, árvore do cerrado mineiro, ainda estão lá, ditando o ritmo do candombe do Povo do Açude. Além de uma caixa batuqueira incorporada mais tarde pelos descendentes dos escravos, em lugar da puíta, os três tambus de tamanhos e tonalidades sonoras distintas são os únicos instrumentos permitidos na celebração.

Ao contrário das outras sete guardas do congado – moçambique, congo, catopés, marujos, cavaleiros de São Jorge, vilão e caboclinhos –, os participantes do candombe não fazem uso de qualquer vestimenta apropriada. “O uniforme do candombe é o respeito”, diz dona Mercês. Ela faz questão de manter assim a celebração, como faziam seus parentes escravos: “Não vamos mudar nada, não vamos usar uniforme, não vai ter rainha nem rei, como tem nas outras guardas. Nosso rei é o candombe e nossa rainha é Nossa Senhora do Rosário”, decreta.

Mesmo primitiva, a manifestação tem uma força que contagia pela espontaneidade. Logo depois da reza em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, segue-se uma pequena procissão até o terreiro onde estão repousados os tambus ao lado da fogueira. De repente, alguém atravessa o terreiro fantasiado de boi, perseguindo e assustando as pessoas com sua correria.

Meia hora mais tarde, já afinados, os tambus são empunhados por três homens da comunidade, e o candombe tem início para varar a madrugada. Um círculo humano se forma ao redor dos batuqueiros, e um candombeiro se apresenta ao centro da roda para cantar. Os versos são curtos, disparados em tom de desafio. Os temas variam da louvação religiosa a amores e ocorrências do dia-a-dia. Muitas vezes, o candombeiro improvisa seu canto e a roda de participantes responde, em coro, com versos tradicionais do tempo dos escravos.

Dançando e girando o corpo freneticamente, como que a estar em transe, o candombeiro cede a vez para outro participante entrar na roda. Qualquer pessoa, de qualquer idade, é sempre bem-vinda a participar. A festa segue até a madrugada, e são servidos bolo de fubá e broas de milho para os convidados. Mas o combustível dos candombeiros é mesmo a cachaça, acompanhada de biscoito de polvilho. “Serve para relaxar, mas não é obrigatório”, diz dona Mercês.

Houve época em que se podia ouvir os cantos em latim e em dialetos africanos. “Freqüentei candombes cantados na língua banto, aqui na serra do Cipó, mas essa tradição se perdeu com a história oral, ao longo dos anos”, revela Oswaldo Machado, pai da cantora Marina Machado e um estudioso da manifestação originária da África.

Oswaldo Machado sempre acompanhara e incentivara a preservação do candombe na região. “A intenção é revitalizar uma tradição que estava desaparecendo. Até mesmo os tambus não tinham guardiões, um deles quase se perdeu”, diz Machado.

Hoje os três tambores, símbolos do candombe, ficam sob a proteção e responsabilidade de dona Mercês e sua família.

Também a batida e o ritmo originais da manifestação têm sido motivo de preocupação. “Há um cuidado muito grande em preservar a forma como os escravos tocavam os tambus, para que ela não se perca no tempo, nem se deixe influenciar pelos modismos”, diz o advogado. Para Machado, a manutenção das características do candombe só tem sido possível graças à união do povo do Açude. “É uma comunidade quase tribal de pessoas simples que ainda se sustentam com o trabalho na roça. Apesar da precariedade em que vivem, todos ali são solidários, receptivos e felizes.”

A nova geração do Açude sabe da importância dessa tradição. Florisbela Aparecida dos Santos, de 23 anos, é uma das mais empenhadas em preservar e difundir o camdombe. Filha de dona Mercês, Flor, como é conhecida, luta bravamente para divulgar o legado deixado por seus ancestrais. “Tempos atrás, os turistas que visitavam o parque nacional vinham ver o candombe e nos desrespeitavam dentro de nossa própria casa, caçoando e gritando frases maldosas, carregadas de preconceito”, diz Flor.

Hoje, em dias de candombe, centenas de pessoas de várias regiões de Minas Gerais – em especial jovens estudantes de Belo Horizonte – invadem a comunidade do Povo do Açude para participar ativamente da festa, a começar pelos preparativos. “O resgate de nossa cultura é o principal instrumento para fazer com que todos nos respeitem”, diz.


A RAINHA DOS TAMBORES

Rainha do Sincretismo Religioso, Nossa Senhora do Rosário preferiu o batuque africano à missa portuguesa.

Desde sua origem, o congado está relacionado ao culto a santos católicos como Nossa Senhora do Rosário, Santa Ifigênia e São Benedito. Em Minas Gerais, por exemplo, há registros de celebrações a Nossa Senhora do Rosário de 1705.

Esses santos eram cultuados na mesma ocasião em que os escravos nomeavam “juízes” e “reis do Congo” entre eles próprios, que servissem de interlocutores com os senhores de engenho, e nos mesmos dias em que os brancos comemoravam as cerimônias católicas. Era uma maneira dissimulada de louvar seus orixás: fazendo uma associação com os santos dos portugueses.
No Brasil, Nossa Senhora do Rosário pode ser considerada a rainha desse sincretismo religioso e também do candombe, o pai de todas as guardas do congado.

Uma lenda africana diz que a imagem da santa apareceu pela primeira vez no mar, perto de uma praia. Colonizadores portugueses tentaram retirá-la da água, sem sucesso.

Grandes embarcações foram usadas para o resgate, missas foram rezadas, mas a santa não saía da água. Então, do tronco de árvores os escravos escavaram três tambores que foram colocados em um oratório feito de sapê, na beira da praia. Cantaram, dançaram, rezaram com muita fé, atraindo a santa.

Nesse momento, os portugueses a tomaram dos negros e a glorificaram no altar de uma capela feita toda em ouro, onde celebraram missas. No dia seguinte a santa havia voltado para o mar. Os negros novamente montaram seu humilde oratório e voltaram a soar seus tambores. E mais uma vez a santa voltou à terra, agora para ficar. Desde então, os três tambores de madeira e couro – os tambus do candombe – são considerados sagrados para os negros devotos de Nossa Senhora do Rosário.


Reportagem extraida da Revista Raiz. Texto de Afonso Capelas Jr.


Candombe do Açude: Arte cultura e Fé

Documentário dirigido por André Braga e Cardes Amâncio.


Parte 1: A história do Povo do Açude e o mito de Nossa Senhora do Rosário.


Parte 2: A cultura do Candombe


Parte 3: Preservando as tradições


sábado, 6 de junho de 2009

Mais umas receitas...

Argemiro Patrocínio (2002)

01. Meu Sofrimento (Argemiro da Portela)
Tudo Mudou Tão De Repente (Argemiro da Portela / Francisco Santana)
02.
Solidão
(Argemiro da Portela)

03.
A Chuva Cai
(Argemiro da Portela / Casquinha)

04. Vem Amor (Argemiro da Portela / Armando Santos)
05.
Dizem Que O Amor
(Francisco Santana / Argemiro da Portela)
Participação: Marisa Monte

06.
Cadê Rosalina
(Argemiro da Portela / Paulo Vizinho)

07. Saia Da Casa Dos Outros (Argemiro da Portela / Darci Maravilha)
Participação: As Pastoras da Velha Guarda da Portela

08.
Deslize Da Vida
(Argemiro da Portela / Francisco Santana)
09. Lamento De Um Portelense (Argemiro da Portela / Francisco Santana)
10.
Em Uma Noite De Verão
(Argemiro da Portela)

11.
Amém
(Argemiro da Portela / Teresa Cristina)
Participação: Teresa Cristina

12. Nuvem Que Passou
(Argemiro da Portela)

13.
Vou Me Embora Pra Bem Longe
(Argemiro da Portela / Guaracy / Renato Fialho) Participação: Moreno Veloso

14.
A Saudade Me Traz
(Alberto Lonato / Argemiro da Portela)
Participação:
Zeca Pagodinho / Pastoras da Velha Guarda da Portela
15.
Minha Inspiração
(Argemiro da Portela)

16.
Vou Me Embora Pra Bem Longe
(Argemiro da Portela / Guaracy / Renato Fialho)


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Plinio Marcos em Prosa e Samba: Nas Quebradas do Mundaréu (1974)
Com Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Toniquinho Batuqueiro
Tiririca (Geraldo Filme)
Vou sambar n'outro lugar (Geraldo Filme)
Tradições e Festas de Pirapora (Geraldo Filme)
Silêncio no Bixiga (Geraldo Filme)
Tebas "O escravo" (Praça da Sé) (Geraldo Filme)
Brasil recebe o mundo de braços abertos (Zeca da Casa Verde)
Congada (Zeca da Casa Verde)
Linda mnhã (Zeca da Casa Verde)
Noite encantada (Zeca da Casa Verde)
De Pirapora a Barueri (Tradicional) Música tradicional paulista
Ditado antigo (Toniquinho)
Bloco do Chora Galo (Toniquinho)
Samba de lei


Obs: Todas as músicas em um único arquivo mp3.
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Roda de Samba (1974)


01 - Água boa é no meu poço (Chico Bondade/Paulo Sereno) - Canta: Chico Bondade
Samba do Trabalhador (Darcy da Mangueira) - Canta: Darcy da Mangueira
02 - Boa Noite (Aparecida) - Canta: Aparecida
Não Tem Veneno (Candeia/Wilson Moreira) - Canta: Sabrina
Venho de Longe (Rubens Mathias/Valdir Matias) - Canta: Rubens Mathias
03 - Desafio (L. Americo/B. de Castro) - Canta: Ary Araujo
04 - Cantei a Noite (Sidney da Conceição) - Canta: Sidney da Conceição
05 - Sá Dona (Giovana) - Canta: Sabrina
06 - Samba do Tatu (L. Wanderley/R. Evangelista) - Canta: Luiz Wanderley
07 - Madeira de Jequetibá (Rubens/Romildo da Portela) - Canta: Rubão
08 - Não É Mole (Pedro Paulo/Puruca) - Canta: Pedro Paulo
09 - O Couro Come (L. Wanderley) - Canta: Luiz Wanderley

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Os Cinco Crioulos (1967)
Élton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Anescar do Salgueiro, Nélson Sargento e Mauro Duarte

01 - O mundo encantado de Monteiro Lobato (Batista da Mangueira - Darci - Luis)
Canta Nelson Sargento
02 - Fica doido varrido (Eratóstenes Frazão - Benedito Lacerda)
Canta Anescar do Salgueiro
03 - Ó Seu Oscar (Ataulfo Alves - Wilson Batista)
Canta Jair do Cavaquinho
04 - Brigaram pra valer (Geraldo Pereira - José Batista)
Canta Mauro Duarte
05 - Vou partir (Anescar do Salgueiro - José Alves)
Canta Anescar do Salgueiro
06 - Vai dizer a ela (Nelson Sargento - Marreta)
Canta Nelson Sargento
07 - Pelo telefone (Donga - Mauro de Almeida)
Canta Élton Medeiros
08 - Chica da Silva (Anescar do Salgueiro - Noel Rosa de Oliveira)
Cantam Os Cinco Crioulos
09 - Eu nasci no morro (Ary Barroso)
Canta Élton Medeiros
10 - Aurora de paz (Élton Medeiros - Cacaso)
Canta Élton Medeiros
11 - Barba de molho (Mauro Duarte)
Canta Mauro Duarte
12 - Defensor dosSamba (Jair do Cavaquinho)
Canta Jair do Cavaquinho


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Raízes da Mangueira (1973)

1 - Capital do samba (José Ramos)
Exaltação a Mangueira (Enéas Brites - Aloísio Augusto da Costa)
A Mangueira é muito grande (Ataliba)
Sempre Mangueira (Nelson Cavaquinho - Geraldo Queiroz)
Semente do samba (Hélio Cabral)
Boa noite (Padeirinho)
Canta Estação Primeira de Mangueira
2 - Rio antigo (Hélio Turco - Cícero dos Santos - Pelado da Mangueira)
Canta Jurandir da Mangueira
3 - Exaltação a Villa-Lobos (Jurandir da Mangueira - Cláudio)
Canta Jurandir da Mangueira
4 - Jequitibá do samba (José Ramos)
Canta Xangô da Mangueira
5 - Itapoan (Prego)
Canta Xangô da Mangueira
6 - Alegria (Cartola)
Canta Estação Primeira de Mangueira
7 - Mangueira (Xangô da Mangueira)
Canta Jurandir da Mangueira
8 - A Mangueira não morreu (Jorge Zagaia)
Canta Jorge Zagaia
9 - Casa Grande e Senzala (Zagaia - Comprido - Leléo)
Canta Jorge Zagaia
10 - Cântico à natureza (José Bispo - Nelson Matos - Agenor Lourenço)
Canta Sobrinho
11 - Estou vivendo na floresta (Babau - Chiquinho)
Canta Babaú da Mangueira
12 - Tenha pena de mim (ai meu Deus) (Cyro de Souza - Babaú)
Canta Babaú da Mangueira

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Cartola

Cartola e Leci Brandão no Programa Ensaio. TV Cultura 1974.

Alvorada (Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Belo de Carvalho):




Ao Amanhecer (Cartola):




Eu sou Mangueira:




Mil e tantas cabrochas (Padeirinho):




Preferência (Lecí Brandão):




Tive Sim (Cartola):




Corra e olhe o céu (Cartola)




Disfarça e Chora (Cartola)

Vídeos

Clementina e Roberto Ribeiro cantam Cocorocó do Paulo da Portela. Fantástico 1979.
Ah, se todo domingo fosse assim nos dias de hoje!




"Velho Aniceto, fundador do grande Império"... Curta metragem sobre o grande partideiro Aniceto do Imperio. Sem comentários... registro sensacional! Tá pequeno mas em telha cheia dá pra ver...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Discos para Baixar

Mais discos na página DOWNLOADS

Mussum - Água Benta (1978)


Raridade: Mussum mostrando seus dotes de sambista! Muito bom! O Mussum ainda gravou outros dois discos, se você procurar pela net dá pra achar. Mas esse é disparado o melhor!

1. Chiclete de Hortelã
2. Água Benta
3. Alô Judite
4. Artigo Esgotado
5. Cada Vida
6. É Ouro Só
7. Foi Melhor Assim
8. Malandro Quilomba
9. Nego Juca
10. Rio Antigo
11. Tem que Ser Hoje
12. Vai se Arrepender




João Nogueira - Vida Boêmia (1978)


Ótimo disco do João. Acompanhado por uma turma da pesada com Dino 7 cordas no violão, Wilson das Neves entre outros, João canta alguns sambas de sua autoria em parceria com Nei Lopes, Paulo César Pinheiro e até Noel Rosa! A música que fecha o disco, "Ao meu amigo Edgar" é uma carta de Noel para seu médico escrita em 1935 e que João transformou em samba muito tempo depois, em 1978.

1 - Bares da cidade (João Nogueira - Paulo César Pinheiro)
2 - Moda da barriga (João Nogueira)
3 - Baile no Elite (João Nogueira - Nei Lopes)
4 - Bate-boca (Mauro Duarte - Walter Nunes)
5 - Recado ao poeta (Eduardo Gudin - Paulo César Pinheiro)
6 - As forças da natureza (João Nogueira - Paulo César Pinheiro)
7 - Maria Rita (Luis Grande)
8 - Bela cigana (Ivor Lancellotti - João Nogueira) participação: Clara Nunes
9 - Amor de fato (João Nogueira - Cláudio Jorge)
10 - Sem medo (João Nogueira)
11 - A cor da esperança (Cartola - Roberto Nascimento)
12 - Ao meu amigo Edgard (Noel Rosa - João Nogueira)

Baixar o Disco



Velha Guarda da Portela - Portela Passado de Glória (1970)



Disco antológico! Produzido pelo Paulinho da Viola que reuniu os maiores compositores da portela para registrar seus sambas em disco. A Velha Guarda da Portela em sua formação original: Ventura, Aniceto, Alberto Nonato, Francisco Santana, Antônio Rufino dos Reis, Mijinha, Manacéa, Alvaiade, Alcides Dias Lopes, Armando Santos e Antônio Caetano. Foi a partir desse disco que muitas escolas passaram a reunir seus compositores mais antigos em grupos chamados de "Velha Guarda".

1 - Quantas lágrimas (Manacéa)
2 - Se tu fores na Portela (Ventura)
3 - Desengano (Aniceto)
4 - Sofrimento de quem ama (Alberto Lonato)
5 - Vaidade de um sambista (Francisco Santana)
6 - Chega de padecer (Mijinha)
7 - Levanta cedo (Rufino)
8 - Cocorocó (Paulo da Portela)
9 - Tristeza (A tristeza me persegue) (João da Gente - Heitor dos Prazeres)
10 - Vida de fidalga (Francisco Santana - Alvaiade)
11 - Ando penando (Alcides)
12 - A maldade não tem fim (Armando Santos)
13 - Alegria tu terás (Antônio Caetano)
14 - Passado de glória (Monarco)

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Candeia - Axé (1978)


Último disco do mestre Candeia, gravado em 1978, ano de sua morte. Axé! é um dos discos mais bonitos já ví. Candeia, que lutava contra as mudanças que o samba vinha sofrendo conseguiu nesse disco mesclar a beleza e a simplicidade do samba em músicas como Pintura sem Arte e Dia da Graça, de um lirismo incrível ou em canções como "Ouro Desça do seu Trono" de Paulo da Portela e "Vivo Isolado do Mundo" de Alcides Malandro Histórico. Isso sem falar nos convidados: Clementina de Jesus, Manacéa, D. Ivone Lara, Chico Santana, Casquinha, Alvaiade, João de Aquino e Velha uara da Portela!

1 - Pintura sem arte (Candeia)2 - Ouro desça do seu trono (Paulo da Portela) Mil reis (Candeia - Noca)3 - Vivo isolado do mundo (Nelson Amorim) Amor não é brinquedo (Candeia - Martinho da Vila)4 - Zé Tambozeiro (Vandinho - Candeia)5 - Dia de graça (Candeia)6 - Gamação (Candeia) Peixeiro granfino (Bretas - Candeia) Ouço uma voz (Nelson Amorim) Vem amenizar (Candeia – Waldir 59)7 - O invocado (Casquinha) Beberrão (Aniceto do Império - Mulequinho)

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Cristina Buarque e Samba de Fato: O Samba Informal de Mauro Duarte (2008)

Nascido em Minas Gerais e crescido no Bairro de Botafogo no Rio de Janeiro, Mauro Duarte é autor de clássicos que ficaram famosos na interpretação de Clara Nunes como Menino Deus, Portela na Avenida e Canto das 3 Raças, todas com Paulo César Pinheiro, seu parceiro mais constante. Dezoito anos depois de sua morte, o grupo Samba de Fato e a cantora Cristina Buarque homenageiam o sambista com um belo álbum. Ótimos músicos, gravação de qualidade em trinta faixas, entre inéditas, raridades e fragmentos de músicas completadas pelo parceiro Paulo César Pinheiro, a partir do repertório escolhido pelo cantor, violonista e produtor do disco Alfredo Del-Penho, que integra o Samba de fato ao lado de Pedro Miranda (voz e percussão), Paulino Dias (percussão e voz) e Pedro Amorim (bandolim e voz).

CD 1

01. Lenha na Fogueira (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)
02. Sublime Primavera (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)*
03. Carnaval (Mauro Duarte - Adélcio de Carvalho)
04. Acerto de Contas (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)*
05. Mineiro Pau (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)*
06. Eu Não Quero Saber (Mauro Duarte)
07. Desde Que Me Abandonou (vinheta) (Mauro Duarte)
08. Falou Demais (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro - João Nogueira)*
09. Samba de Botequim (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)*
10.Compaixão (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)*
11. Sofro Tanto (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro - Maurício Tapajós)
12. A Mulher do Pedro (Mauro Duarte - Elton Medeiros)
13. A Água Rolou (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)
14. Engano (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)*
15. Não Sei (Mauro Duarte - Noca da Portela)


CD2

01. O Samba Que Eu Lhe Fiz (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)*
02. Dúvida (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)
03. Jeito do Cachimbo (Mauro Duarte)
04. Mais Consideração (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro - Maurício Tapajós)
05. Malandro Não Tem Medo (Mauro Duarte - Elton Medeiros)
06. Começo Errado (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)*
07. Lamento Negro (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)*
08. Sonho de Criança (Mauro Duarte - Noca da Portela)
09. Reza, Meu Bem (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)
10. Sonho e Realidade (Mauro Duarte - Edil Pacheco)
11. À Procura da Felicidade (Mauro Duarte - Maurício Tapajós - Paulo César Pinheiro)
12. Samba do Eleitor (Mauro Duarte - Adélcio de Carvalho)
Morro (Mauro Duarte - D. Ivone Lara)
13. Não Sou de Implorar (vinheta) (Mauro Duarte)
14. Tempo de Amigo (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)
15. Caprichosos de Pilares (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)

*Músicas finalizadas postumamente por Paulo César Pinheiro em 2006, a partir de trechos encontrados em fitas do acervo pessoal de Mauro Duarte.
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CD1
CD2




A Velha Guarda (1955)



Reunião de mestres: Pixinguinha, Donga, J. Cascata, Waldemar, Almirante, Alfredinho, Rubem, Lentine, João da Bahiana, Bide e Mirinho cantam uma seleção de sambas puco conhecidos, vale conferir!


1 - Que perigo (Pixinguinha)
2- Patrão prenda seu gado (João da Bahiana - Pixinguinha - Donga)
3 - Coralina (arranjo de Pixinguinha)
4 - Nosso ranchinho (Donga - J. Cascata)
5 - Honória (Gualdino Barreto - arranjo Pixinguinha)
6 - Essa nega qué me dá (Caninha)
Me leva, me leva, Seu Rafael (Caninha)
7 - Flor do Abacate - (Alvaro Sandi - arranjo de Pixinguinha)

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Paulo Vanzollini - Acerto de Contas (2002)



Antologia da obra de compositor paulista Paulo Vanzollini com participação de grandes nomes da música brasileira como Cristina e Chico Buarque, Paulinho da Viola, Élton Medeiros, Márcia e Paulinho Nogueira. 52 músicas divididas em 4 CD's.

CD 1

1 - Bandeira de guerra (Paulo Vanzolini) canta Paulinho da Viola
2 - Boca da noite (Toquinho/Paulo Vanzolini) canta Márcia
3 - Longe de casa eu choro (Eduardo Gudin/Paulo Vanzolini) canta Eduardo Gudin
4 - Tempo e espaço (Paulo Vanzolini) canta Ana Bernardo
5 - Samba erudito (Paulo Vanzolini) canta Miúcha
6 - Maria que ninguém queria (Paulo Vanzolini) canta João Macacão
7 - Peça de albene (Paulo Vanzolini) canta PII
8 - Seu Barbosa (Paulo Vanzolini) canta Ana Bernardo
9 - Napoleão (Paulo Vanzolini) canta Carlinhos Vergueiro
10 - Morte é paz (Paulo Vanzolini) canta Cristina Buarque
11 - Chorava no meio da rua (Paulo Vanzolini) canta Virgínia Rosa
12 - Cravo branco (Paulo Vanzolini) canta Maria Marta
13 - Menina, o que foi o baque (Paulo Vanzolini) canta Bando de Macambira

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CD 2

1 - Ronda (Paulo Vanzolini) canta Márcia
2 - Valsa das três da manhã (Paulinho Nogueira/Paulo Vanzolini) canta Paulinho Nogueira
3 - Dançando na chuva (Elton Medeiros/Paulo Vanzolini) canta Elton Medeiros
4 - José (Paulo Vanzolini) canta Inezita Barroso
5 - Vida é a tua (Paulo Vanzolini) canta Edu Maia
6 - Noite longa (Toquinho/Paulo Vanzolini) canta Cristina Buarque
7 - Teima quem quer (Paulo Vanzolini) cantam Maria Marta e Carlinhos Vergueiro
8 - Mulher, toma juízo! (Paulo Vanzolini) canta Chico Aguiar
9 - Inveja (Paulo Vanzolini) canta Virgínia Rosa
10 - Toada de Luís (Paulo Vanzolini) canta Ana Bernardo
11 - Samba triste (Paulo Vanzolini) canta Ana de Hollanda
12 - Carinha (Paulo Vanzolini) canta Trovadores Urbanos
13 - Choro do Ceará (Paulo Vanzolini) canta Bando de Macambira


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CD 3

1 - Boneca (Paulinho Nogueira/Paulo Vanzolini) canta Paulinho Nogueira
2 - Condição de vida (Eduardo Gudin/Paulo Vanzolini) canta Márcia
3 - Falta de mim (Paulo Vanzolini) canta Cristina Buarque
4 - Praça Clóvis (Paulo Vanzolini) canta Ana Bernardo
5 - Leilão (Paulo Vanzolini) canta Chico Aguiar
6 - Choro das mulatas (Paulo Vanzolini) canta Bando de Macambira
7 - Raiz (Paulo Vanzolini) canta Miúcha
8 - Samba abstrato (Paulo Vanzolini) canta Carlinhos Vergueiro
9 - Sorrisos (Paulo Vanzolini) canta Virgínia Rosa
10 - Juízo Final (Paulo Vanzolini) canta Martinho da Vila
11 - Noites de vigília (Paulo Vanzolini) canta Ana de Hollanda
12 - Falso boêmio (Paulo Vanzolini) canta João Macacão
13 - Cuitelinho (Tema recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio C. Xandó) canta Maria Marta


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CD 4

1 - Quando eu for, eu vou sem pena (Paulo Vanzolini) canta Chico Buarque
2 - Cara limpa (Paulo Vanzolini) canta Ana Bernardo
3 - Volta por cima (Paulo Vanzolini) canta Ventura Ramirez
4 - Amor de trapo e farrapo (Paulo Vanzolini) canta Carlinhos Vergueiro
5 - Mente (Eduardo Gudin/Paulo Vanzolini) canta Cristina Buarque
6 - Volta depressa (Paulo Vanzolini) canta Márcia
7 - Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo/Paulo Vanzolini) canta Ana Bernardo
8 - Valsa sem fim (Paulo Vanzolini) canta Virgínia Rosa
9 - Mulher que não dá samba (Paulo Vanzolini) canta Chico Aguiar
10 - Pra tirar você do sangue (Eduardo Gudin/Paulo Vanzolini) canta Maria Marta
11 - Capoeira do Arnaldo (Paulo Vanzolini) canta Bando de Macambira
12 - Trato do homem (Paulo Vanzolini) canta Edu Maia
13 - Não vou na sua casa (Paulo Vanzolini) canta Trovadores Urbanos


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